Resolução Colaborativa de Problemas (Ross Greene)
Por que as crianças explodem e a conversa de construção de habilidades que substitui as consequências
O que é o Plano B de Ross Greene, e como funciona?
O Plano B é a conversa central do modelo de Resolução Colaborativa de Problemas de Ross Greene: uma conversa estruturada de três passos entre adulto e criança — empatizar com a preocupação da criança, compartilhar a sua própria e depois convidá-la a resolver juntos — usada no lugar de consequências punitivas para construir as habilidades que a criança não tem. Parte da premissa de que crianças com comportamento explosivo carecem das habilidades cognitivas para lidar com frustração e inflexibilidade, não da motivação. Greene contrasta isso com duas alternativas: o Plano A, em que o adulto impõe a solução unilateralmente, e o Plano C, em que a exigência é deixada de lado por ora para reduzir a carga. A sequência dentro do Plano B não é intercambiável — a empatia precisa vir primeiro, porque uma criança que ainda não se sente ouvida experimenta a preocupação do adulto como o sermão de sempre e resiste antes que a colaboração possa começar. O Plano B também funciona melhor de forma proativa, agendado numa janela calma em vez de tentado no meio de uma explosão, quando nenhuma das partes tem acesso confiável ao raciocínio que a conversa exige. Ensaios randomizados em contextos clínicos mostram reduções significativas no comportamento explosivo e no uso de contenção, e um ensaio comparativo direto encontrou que ele é comparável ao estabelecido Treinamento de Manejo Parental para jovens de oposição, embora a maior parte da evidência real em casa permaneça clínica e observacional.
A maioria das estratégias de disciplina presume que a criança está escolhendo se comportar mal e só precisa de consequências mais fortes. O modelo de Ross Greene parte de uma premissa diferente: crianças fazem bem se conseguem. Quando não conseguem, estão sem habilidades cognitivas — flexibilidade, tolerância à frustração, resolução de problemas — não sem motivação. A abordagem de Resolução Colaborativa de Problemas constrói essas habilidades por meio de uma conversa estruturada de três passos, em vez de recompensas e punições que exigem habilidades que a criança ainda não tem. Essa conversa é o que Greene chama de Plano B, e as práticas abaixo cobrem tanto a conversa em si quanto tudo o que a faz funcionar: identificar qual habilidade em atraso uma explosão recorrente realmente reflete, reconhecer quando o Plano A está escalando em vez de resolvendo, manter uma lista escrita de problemas não resolvidos para que cada explosão pare de parecer uma nova emergência, conduzir o Plano B de forma proativa numa janela calma em vez de no meio de uma crise, e testar se a solução acordada é realista, mutuamente satisfatória e segura.
Práticas
- Identifique a habilidade em atraso por trás do comportamento
Nomeie a habilidade cognitiva que a criança está sem, não o comportamento que você quer parar.
- Use o Plano B: a conversa colaborativa de três passos
Empatize com a preocupação da criança, compartilhe a sua, e convide-a a resolver juntos.
- O Plano B de Ross Greene, feito de forma proativa
O Plano B de Ross Greene funciona melhor de forma proativa: conduza a conversa numa janela calma antes da próxima explosão, não no meio de uma.
- Reconheça quando o Plano A (imposição unilateral) piora as coisas
Soluções impostas pelo adulto podem ganhar a batalha e perder a guerra — note quando a aplicação está escalando em vez de resolvendo.
- Use a empatia para desescalar, não para capitular
Nomeie o estado emocional da criança sem concordar com toda demanda — empatia e limites podem coexistir.
- Mantenha uma lista de problemas não resolvidos
Anote os gatilhos recorrentes para que se tornem problemas solucionáveis em vez de emergências repetidas.
- Avalie soluções quanto à durabilidade: realista, mutuamente satisfatória, segura
Uma solução colaborativa que falha em um dos três testes — realista, mutuamente satisfatória, segura — não vai se sustentar.