Avalie a qualidade da decisão separadamente da qualidade do resultado
Julgue o processo que você usou — não se ele funcionou — ao revisar uma decisão passada.
Why it works
"Resulting" — o termo de Annie Duke para julgar decisões pelos resultados — é a forma mais comum pela qual as pessoas aprendem a lição errada. Em domínios incertos, um processo ruim pode produzir um bom resultado por sorte, e um bom processo pode produzir um resultado ruim por azar. Avaliar o processo separadamente ("o raciocínio foi sólido dado o que eu sabia?") rompe essa confusão e protege o sinal real do ruído.
How to do it
- Ao revisar uma decisão passada, preencha duas notas separadas: (1) quão bom foi o processo no momento da decisão, (2) quão bom foi o resultado?
- Escreva a diferença entre elas explicitamente — uma entrada de processo alto e resultado baixo é uma lição útil sobre sorte; uma entrada de processo baixo e resultado alto é um alerta sobre hábitos que tiveram sorte.
- Identifique uma coisa no processo que você mudaria, independentemente do resultado.
- Acompanhe a tendência da nota de processo com o tempo — isso é o que melhora com a prática.
Evidência
O viés de resultado — avaliar processos de decisão idênticos de forma diferente com base nos resultados — é bem estabelecido na literatura de julgamento. A avaliação explícita e separada de processo e resultado é o remédio de profissionais defendido por Duke e outros; está alinhado com pesquisas que mostram que separar os dois melhora a qualidade do feedback. Baron e Hershey demonstraram o efeito diretamente: participantes julgaram as mesmas decisões médicas e financeiras como piores quando elas por acaso terminaram mal, confirmando que os resultados contaminam a avaliação do raciocínio que os precedeu. (observational)
O benefício da avaliação separada é fundamentado; a evidência empírica de que a prática produz decisões futuras melhores em contextos reais especificamente é limitada — a maior parte do suporte vem da pesquisa de julgamento sobre viés de resultado.
Fontes
- Baron & Hershey (1988), outcome bias in decision evaluation, Journal of Personality and Social Psychology
- Duke (2018), Thinking in Bets
- Baron, J., & Hershey, J. C. (1988). Outcome bias in decision evaluation. Journal of Personality and Social Psychology, 54(4), 569–579.
Erro comum
Dizer a si mesmo que está avaliando o processo, mas secretamente se ancorando no resultado. Se você se pega dando notas altas de processo a decisões que deram certo e baixas às que não deram, o resultado ainda está guiando a avaliação.
Pratique isso com IX Coach
More practices for Diário de Decisões: Aprendendo a Decidir Melhor com o Tempo
- Registre a decisão antes do resultado
Escreva o que você decidiu, por que, e o que espera — antes de saber como vai terminar.
- Faça uma sessão semanal de revisão de decisões
Reserve 20 minutos toda semana para avaliar decisões passadas e extrair uma lição.
- Classifique decisões por reversibilidade e importância
Separe as decisões em baixa importância/alta importância e reversível/irreversível antes de decidir.
- Acompanhe sua calibração ao longo de muitas previsões
Avalie seus níveis de confiança contra os resultados em dezenas de previsões para encontrar seus vieses sistemáticos.
- Registre a informação que você gostaria de ter tido
Em toda entrada de decisão, escreva: o que eu gostaria de saber que não sei?
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