Perdão: O Modelo REACH
Os cinco passos baseados em evidência para perdoar sem condonar o dano
Como você realmente perdoa alguém usando o modelo REACH?
O método REACH (também chamado de modelo REACH) é a forma de cinco passos de Everett Worthington para perdoar alguém, e as letras representam os passos em ordem. R — Recordar a dor, deliberada e calmamente, sem minimizá-la ou revivê-la como vítima. E — Empatizar (Empathize) com o ofensor, tentando construir um relato plausível de por que uma pessoa poderia ter feito aquilo, o que é um ato de compreensão e não de desculpa. A — dar um presente Altruísta de perdão, oferecido livremente em vez de trocado por um pedido de desculpas que você talvez nunca receba. C — Comprometer-se (Commit) com o perdão que você alcançou, geralmente tornando-o concreto por escrito ou contando a alguém. H — Manter (Hold) esse perdão quando o ressentimento retornar, o que vai acontecer, porque o sentimento recorrente não é evidência de que o perdão falhou. Ele visa o perdão emocional (substituir amargura por sentimento mais neutro ou positivo), não desculpar o ato, e seus manuais estruturados foram testados em ensaios controlados e meta-analisados com efeitos reais, embora modestos. O perdão nesse modelo é para o bem do próprio perdoador, e não é a mesma coisa que se reconciliar, voltar a confiar, ou permanecer em algum lugar que ainda esteja causando dano.
O perdão é uma das poucas intervenções de relacionamento com um programa de pesquisa sério por trás dela. Everett Worthington, um psicólogo que estuda perdão há décadas e que desenvolveu o REACH em parte após o assassinato de sua própria mãe, traça uma linha nítida: o perdão decisional é uma escolha de não buscar vingança; o perdão emocional é a substituição mais lenta do ressentimento por um sentimento mais calmo ou mais caloroso — e é o perdão emocional que beneficia a própria saúde de quem perdoa. Você pode tomar a decisão em um momento; a mudança emocional é a parte que exige trabalho, e o REACH é o caminho estruturado até ela. O acrônimo percorre Recordar, Empatizar, presente Altruísta, Comprometer-se, Manter — e o último passo importa mais do que as pessoas esperam, porque quase todo mundo lê o retorno da raiva como prova de que o perdão não pegou, quando isso é simplesmente o que a memória faz. Abaixo estão os cinco passos, cada um com o mecanismo por trás dele e uma leitura honesta da evidência. O perdão é para você; não é reconciliação, desculpa ou tolerância a dano contínuo — e quando o dano é contínuo, ou a ferida é severa o suficiente para que abordá-la sozinho pareça inseguro, esse é um trabalho a fazer com um terapeuta, não com um manual.
Práticas
- R — Recordar a dor
Encare o que aconteceu deliberada e calmamente, sem minimizá-lo ou revivê-lo como vítima.
- E — Empatizar com o ofensor
Tente entender as pressões, medos ou a história por trás do que ele fez — sem desculpá-lo.
- A — Dar o presente Altruísta do perdão
Recorde um momento em que você foi perdoado, e ofereça o perdão como um presente em vez de uma transação.
- C — Comprometer-se publicamente com o perdão que você sentiu
Marque o perdão de forma concreta — escreva-o, diga-o, date-o — para que possa voltar a ele depois.
- H — Manter-se firme quando a dor retornar
Quando o ressentimento retornar, não o tome como prova de que você falhou — recorde seu compromisso e escolha de novo.
- Separar perdoar de reconciliar
O perdão é interno e unilateral; a reconciliação exige que a outra pessoa se torne confiável de novo.