Separe o impacto da intenção

Aborde o que realmente aconteceu — o impacto — sem decidir que sabe o porquê.

Why it works

Confundir impacto e intenção cria uma discussão insolúvel ("você quis me machucar" vs. "eu não quis"). Separá-los permite que as duas partes concordem sobre os fatos do que aconteceu, mantendo a intenção como uma questão em aberto, o que é quase sempre mais fiel à realidade e muito mais produtivo de discutir.

How to do it

  1. Descreva o comportamento concreto e seu efeito: "Quando o relatório atrasou, a reunião com o cliente ficou sem dados."
  2. Recuse-se explicitamente a declarar a intenção: diga "não sei se isso foi intencional" em vez de presumir.
  3. Convide a outra pessoa a explicar o que aconteceu do lado dela antes de formar uma conclusão.

Evidência

Separar impacto de intenção é uma habilidade central em estruturas de resolução de conflitos e negociação. A abordagem é clínica e estabelecida por praticantes, mais do que testada de forma independente em ensaios controlados. (clinical)

O princípio é bem estabelecido na prática terapêutica e de mediação. A evidência experimental específica para este passo é escassa; o benefício é estabelecido principalmente pela experiência clínica.

Erro comum

Dizer "tenho certeza de que você não quis" como preâmbulo — isso descarta o impacto ao mudar para a intenção antes mesmo de ela ser discutida.

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