Mono no Aware: O Pathos das Coisas

O que Motoori Norinaga quis dizer, como difere da melancolia e como praticar a presença bittersweet

O que é mono no aware e como se pratica?

Mono no aware (物の哀れ) é a estética japonesa de ser tocado pela impermanência das coisas — sentir a beleza de uma coisa e sua passagem ao mesmo tempo. É geralmente traduzido como 'o pathos das coisas' ou 'o ah-ness das coisas', e as flores de cerejeira são seu emblema porque sua beleza é inseparável de sua brevidade — durariam apenas alguns dias, e é exatamente isso que as torna dolorosas e preciosas. O termo foi formulado pelo estudioso Motoori Norinaga no século XVIII como o princípio estético que diferencia a literatura japonesa da chinesa: em vez de julgamentos morais, textos clássicos japoneses como o Genji Monogatari atingem uma qualidade emocional — uma sensibilidade à passagem das coisas — que Norinaga chamou de mono no aware. Como prática ele não é melancolia; é presença totalmente sentida tanto com a beleza quanto com a transitoriedade do que você está experimentando.

Mono no aware não é tristeza sobre a impermanência — é o que fica quando você está totalmente presente para tanto a beleza de algo quanto o fato de que está passando. Aqui estão as práticas que tornam esse ensinamento estético utilizável, cada uma com o mecanismo por trás dela.

Práticas

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