Corrija a negligência de duração ao estimar quanto você vai gostar de algo

Você vai subestimar quanto vale uma boa experiência mais longa — e superestimar o quão ruim é uma ruim mais longa — corrija isso antes de decidir.

Why it works

A negligência de duração significa que o eu que lembra falha em acumular corretamente o valor da duração total da experiência. Uma viagem de duas semanas não é lembrada como duas vezes melhor do que uma de uma semana com o mesmo pico e final. Isso cria um erro sistemático no planejamento: as pessoas escolhem experiências mais curtas e intensas em vez de experiências mais longas e moderadamente positivas — mesmo quando o prazer total favoreceria a segunda opção se integrado corretamente. Reconhecer a negligência de duração ajuda você a escolher experiências das quais seu eu vivente vai se beneficiar, não apenas aquelas que seu eu que lembra vai avaliar bem.

How to do it

  1. Ao planejar uma experiência, estime separadamente as horas totais de prazer (eu vivente) e a avaliação retrospectiva (eu que lembra).
  2. Note se os dois divergem substancialmente.
  3. Se a opção mais curta e intensa vai ser avaliada mais alta, mas a opção mais longa contém mais experiência positiva total, considere o que você realmente valoriza.
  4. Para escolhas que afetam a qualidade de vida diária (deslocamento, ambiente de trabalho), o eu vivente importa mais — essas são horas vividas, não memórias.

Evidência

A distinção de Kahneman entre o eu que vivencia e o eu que lembra é sustentada por pesquisa sobre negligência de duração em contextos dolorosos e prazerosos. O exemplo da viagem é ilustrativo do princípio, não um achado publicado específico; o fenômeno subjacente é replicado. (observational)

Na prática, tanto a qualidade vivida quanto a lembrada de um evento importam — o ponto é tornar a troca consciente em vez de default para a escolha otimizada para memória.

Fontes

  • Kahneman (2011), Thinking, Fast and Slow (ch. 35 on the two selves)

Erro comum

Tratar a avaliação do eu que lembra como a medida autoritativa de se uma experiência valeu a pena, e sistematicamente subinvestir em experiências com boa duração, mas picos modestos.

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