Usar taxas de fluxo como indicadores antecedentes; estoques como resultados defasados
Monitore o que está entrando e saindo para prever para onde o estoque está indo antes que ele chegue lá.
Why it works
Como os estoques mudam lentamente, seu nível em qualquer ponto reflete fluxos passados mais do que atuais. As taxas de fluxo — o que está entrando e saindo agora mesmo — são os indicadores antecedentes de onde o estoque estará no futuro. Isso significa que monitorar os fluxos é mais acionável do que monitorar o estoque: você não pode mudar o nível de ontem, mas pode mudar a taxa de fluxo de hoje antes que ela se acumule no estoque de amanhã.
How to do it
- Identifique o estoque que importa para você (saúde, poupança, nível de habilidade).
- Defina as principais entradas e saídas como taxas mensuráveis (horas de prática por semana, calorias consumidas/gastas, dólares ganhos/gastos).
- Acompanhe os fluxos semanalmente; verifique o estoque mensal ou trimestralmente.
- Ajuste os fluxos com base nos dados do indicador antecedente antes que o problema de nível do estoque se torne visível.
Evidência
Indicadores antecedentes e defasados são um conceito padrão em gestão e dinâmica de sistemas. Pesquisas sobre definição de metas e acompanhamento de desempenho confirmam que monitorar comportamentos de processo (fluxos) leva a melhores resultados do que monitorar apenas resultados (níveis de estoque). Winters e Latham (1996) constataram que, em uma tarefa complexa, definir metas de aprendizado (focadas em processo, similar a rastrear fluxos) superou metas de resultado (focadas em resultado, similar a rastrear níveis de estoque). (observational)
As taxas de fluxo podem flutuar por razões além do controle; uma taxa de fluxo em declínio pode refletir o contexto em vez de uma tendência sustentável. O contexto importa na interpretação de indicadores antecedentes.
Fontes
- Locke & Latham (2002), goal-setting theory and process vs outcome goals
- Locke, E. A., & Latham, G. P. (2002). Building a practically useful theory of goal setting and task motivation: A 35-year odyssey. American Psychologist, 57(9), 705–717.
- Winters, D., & Latham, G. P. (1996). The effect of learning versus outcome goals on a simple versus a complex task. Group & Organization Management, 21(2), 236–250.
Erro comum
Monitorar apenas o nível do estoque (o resultado) e reagir depois que ele já declinou — momento em que o esforço corretivo exigido é muito maior do que uma intervenção anterior em nível de fluxo teria sido.
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