Corrija o excesso de peso dado à "vítima identificada"

Reconhecer que histórias individuais vívidas parecem mais convincentes do que estatísticas idênticas ajuda você a alocar atenção e recursos de forma mais racional.

Why it works

Slovic mostrou que vítimas identificadas — uma única pessoa nomeada, com um rosto e uma história — geram muito mais afeto do que vítimas estatísticas ("8 mortes por milhão"), mesmo quando os números favorecem as estatísticas. A heurística do afeto amplifica a resposta ao caso vívido: ele dispara emoção, a emoção substitui o julgamento de risco, e o resultado é uma alocação de recursos amplamente desproporcional. Esse é o mecanismo por trás dos picos de doação de caridade para indivíduos identificados e da sub-reação a tragédias estatísticas em larga escala.

How to do it

  1. Quando uma história ou caso vívido provocar uma resposta forte, observe isso: "Estou reagindo a um indivíduo identificado, não a um resumo estatístico."
  2. Pesquise a taxa base relevante: com que frequência isso acontece, e como esse caso se compara aos outros afetados?
  3. Pergunte: "Eu alocaria os mesmos recursos se soubesse apenas as estatísticas?"
  4. Use o enquadramento estatístico para calibrar a proporcionalidade, em vez de deixar a saliência conduzir a alocação.

Evidência

Slovic (2007) documentou o "colapso da compaixão" — que vítimas identificáveis e individuais geram mais doações do que múltiplas vítimas estatísticas — e argumentou que isso é um efeito direto da heurística do afeto. O mesmo trabalho relata a descoberta contraintuitiva de que as doações a uma criança nomeada caíram quando uma segunda criança foi adicionada, evidência de que a compaixão acompanha o afeto vívido, e não o número de vidas em jogo. O efeito da vítima identificada é bem replicado na pesquisa sobre doações beneficentes e alocação de recursos. (observational)

Responder mais a indivíduos identificados às vezes pode ser racional (eles são o caso próximo) — a correção é para alocar desproporcionalmente a casos vívidos em detrimento de casos estatísticos de igual gravidade.

Fontes

Erro comum

Usar essa consciência para suprimir toda resposta emocional a casos individuais, em vez de garantir que necessidades estatísticas não sejam ofuscadas pelas vívidas.

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