Cumpra as consequências declaradas — ou não as declare

Consequências que você não aplica ensinam que os compromissos são opcionais.

Why it works

Consequências declaradas que não são cumpridas se tornam o sinal mais forte possível de que os compromissos não têm dentes de verdade — elas ensinam à pessoa (e à equipe, que observa) que o sistema de responsabilização é negociável. Esse é um mecanismo de credibilidade: o gestor que consistentemente declara consequências e as cumpre constrói uma reputação de falar sério, o que muda o comportamento antes mesmo de as consequências precisarem ser aplicadas de novo. O gestor que declara consequências e recua constrói a reputação oposta.

How to do it

  1. Declare apenas consequências que você está genuinamente disposto e apto a cumprir.
  2. Se as circunstâncias genuinamente mudarem, explique a mudança explicitamente em vez de deixar a consequência silenciosamente caducar.
  3. Cumpra prontamente e sem ampliar a consequência — a consequência anunciada, não uma mais dura.
  4. Quando as consequências forem aplicadas, seja objetivo: não é um momento de punição, é o resultado combinado do compromisso que foi feito.

Evidência

A entrega consistente de consequências é fundamental no condicionamento operante: esquemas imprevisíveis de reforço/punição produzem padrões de comportamento diferentes dos esquemas consistentes. Na gestão, consequências inconsistentes produzem um desrespeito habituado aos limites declarados. (mechanistic)

A pesquisa de reforço é em ambientes controlados com comportamentos simples; a tradução para situações gerenciais complexas é uma inferência mecanicista. A complexidade social e relacional da entrega de consequências em ambientes profissionais introduz moderadores não capturados pela pesquisa de laboratório.

Fontes

  • Skinner (1938), The Behavior of Organisms — variable ratio reinforcement schedules and resistance to extinction

Erro comum

Declarar uma consequência como ênfase ("se isso acontecer de novo, vou precisar colocar você em um plano") sem real intenção de cumpri-la — isso sinaliza que consequências são retóricas, não reais, treinando a pessoa a descartar tudo o que vem depois.

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