Níveis de Processamento: Por Que a Profundidade da Codificação Determina o Que Você Lembra

Codificação superficial vs. profunda, elaboração e as técnicas práticas que impulsionam a memória duradoura

O que são níveis de processamento e como a profundidade ajuda a memória?

O modelo de níveis de processamento de Craik e Lockhart (1972) propõe que a memória é um subproduto do tipo de processamento realizado sobre a informação recebida: o processamento superficial (aparência, som) produz traços fracos e de curta duração, enquanto o processamento profundo (significado, elaboração, conexão com o conhecimento prévio) produz traços fortes e duradouros. A implicação para a aprendizagem é que o modo como você se envolve com o material importa mais do que quantas vezes você o vê.

A maior parte do esquecimento não tem a ver com a capacidade da memória — tem a ver com a profundidade da codificação. Reler anotações cria traços superficiais por familiaridade perceptual; explicar um conceito a outra pessoa cria traços profundos por elaboração semântica e autogeração. Craik e Lockhart deram a essa distinção uma estrutura teórica em 1972, e a implicação foi replicada ao longo de décadas de pesquisa: não é a frequência com que você vê algo, mas o que você faz com isso que determina se vai permanecer. As práticas abaixo operacionalizam a profundidade de processamento para a aprendizagem cotidiana.

Práticas

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