Use caminhadas na natureza para restaurar a atenção dirigida após trabalho cognitivo profundo

Uma caminhada de 20-40 minutos na natureza restaura a capacidade de atenção dirigida que o trabalho focado sustentado esgota.

Why it works

A Teoria da Restauração da Atenção (Kaplan e Kaplan) propõe que a atenção dirigida voluntária — o tipo exigido para trabalho cognitivo sustentado — esgota um recurso limitado, produzindo fadiga mental e desempenho cognitivo reduzido. Ambientes naturais restauram esse recurso através do fascínio involuntário: o mundo natural é inerentemente interessante mas não exigente, permitindo que a atenção dirigida se recupere enquanto a atenção involuntária é suavemente engajada. Ambientes urbanos, em contraste, estão cheios de estímulos que exigem atenção (trânsito, sinalização, pessoas) que não permitem que a restauração ocorra.

How to do it

  1. Depois de 2-3 horas de trabalho cognitivo sustentado, programe uma caminhada em ambiente natural em vez de uma pausa nas redes sociais.
  2. Caminhe sem ouvir nada que faça exigências cognitivas (podcasts, chamadas telefônicas).
  3. Permita que a atenção vagueie pelo ambiente — qualquer elemento natural serve.

Evidência

Estudos comparando caminhadas na natureza a caminhadas urbanas em tarefas de atenção dirigida mostram consistentemente que caminhadas na natureza produzem maior restauração da capacidade de atenção. (observational)

A maioria dos estudos usa autorrelato e tarefas de atenção simples; efeitos sobre o resultado de trabalho cognitivo complexo são inferidos em vez de medidos diretamente.

Fontes

  • Berman, Jonides & Kaplan (2008), "The Cognitive Benefits of Interacting with Nature," Psychological Science

Erro comum

Caminhar na natureza ouvindo um podcast cognitivamente exigente — o que substitui a atenção involuntária restauradora por outra demanda de atenção dirigida, anulando o mecanismo.

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