Use a raiva como informação, não como instrução

Trate o sinal da raiva como dado sobre uma necessidade genuína ou uma violação, não como uma ordem para agir.

Why it works

A raiva é funcionalmente uma avaliação de injustiça ou de objetivos bloqueados, e frequentemente sinaliza algo real. O problema não é o sinal, mas tratá-lo como uma ordem direta — agir sobre o impulso em vez de sobre a informação. Separar "a raiva está me dizendo que algo importa" de "a raiva está me dizendo o que fazer" preserva o sinal útil ao mesmo tempo em que interrompe a resposta automática prejudicial.

How to do it

  1. Quando estiver com raiva, pergunte: "O que essa raiva está me dizendo sobre o que eu preciso ou o que foi violado?" Escreva a resposta.
  2. Separe a necessidade ou o valor da resposta impulsiva que a raiva está incitando.
  3. Decida deliberadamente se e como abordar a necessidade subjacente — a resposta agora é uma escolha, não um reflexo.

Evidência

Teorias funcionais da emoção (por exemplo, o modelo de tendência de ação de Frijda) estabelecem que a raiva é um estado motivacional baseado em avaliação, com uma tendência de ação específica (ação corretiva). Usar a emoção como informação é consistente com a pesquisa em inteligência emocional e com o referencial de regulação emocional da DBT. (mechanistic)

A reformulação específica de "raiva como informação" é uma heurística clínica; o mecanismo (avaliação → tendência de ação) é bem teorizado, mas essa prática exata não foi testada isoladamente.

Erro comum

Perguntar "por que estou com raiva?" durante a raiva, o que se transforma numa espiral de mais justificativas para a raiva em vez da pergunta útil sobre que necessidade está sendo sinalizada.

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