Audite explicitamente o custo da inação

Escreva os danos de não fazer nada nos mesmos termos concretos que você usaria para os danos de agir.

Why it works

O viés de omissão opera parcialmente por meio de uma assimetria na simulação mental: os custos da ação são vívidos e imediatos, enquanto os custos da inação são difusos e adiados. Escrever explicitamente os custos da inação em termos concretos — prazo, magnitude, quem é afetado — dá a eles o mesmo peso psicológico dos custos da ação. Isso é o equivalente decisório-analítico de tornar os custos de oportunidade salientes: eles não aparecem automaticamente, então precisam ser construídos deliberadamente.

How to do it

  1. Para qualquer decisão em que você esteja inclinado à inação, escreva: o que acontece em 3 meses, 1 ano e 3 anos se você não fizer nada?
  2. Atribua magnitudes aproximadas: quão custosa é cada consequência em tempo, dinheiro, bem-estar ou relacionamentos?
  3. Compare a lista de custos da inação com a lista de custos da ação com a mesma especificidade.
  4. Só depois de ambas as listas estarem igualmente detalhadas você deve compará-las.

Evidência

A negligência do custo de oportunidade (Frederick et al., 2009) mostra que as pessoas sistematicamente deixam de considerar o que abrem mão ao não agir. Tornar os custos de oportunidade explícitos (como em uma auditoria escrita) reduz sua negligência. A prática específica de auditoria é derivada da prática clínica; a evidência é mecanística. (mechanistic)

A auditoria é mais útil para decisões de alto risco com horizontes de tempo longos; para escolhas diárias de baixo risco, o custo da auditoria explícita supera seu valor.

Fontes

  • Frederick, S., et al. (2009). Opportunity cost neglect. Journal of Consumer Research, 36(4), 553–561.

Erro comum

Escrever os custos da inação como abstrações ("vou perder a oportunidade") enquanto os custos da ação são concretos ("vai custar $500") — a auditoria exige especificidade simétrica.

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