Dê a si mesmo permissão para sentir

Solte o julgamento sobre se você deveria ou não sentir de determinada forma — a emoção já está lá.

Why it works

Julgar uma emoção como errada ou inaceitável não a reduz — acrescenta um estressor secundário e torna a emoção mais difícil de processar. A evitação experiencial (lutar contra a experiência interna indesejada) amplifica consistentemente aquilo que está sendo evitado. Dar permissão para sentir não é se entregar à emoção; é parar de lutar contra sua existência para que o processamento natural possa ocorrer e as habilidades de regulação possam funcionar.

How to do it

  1. Perceba o julgamento ("eu não deveria sentir ciúme", "adultos de verdade não ficam assim tão chateados") e nomeie-o como opcional.
  2. Diga, mentalmente ou em voz alta: "Faz sentido eu sentir isso, dado o que aconteceu."
  3. Separe sentir a emoção de agir sobre ela — permissão para sentir não é permissão para fazer o que a emoção pede.
  4. Pratique com emoções menores primeiro — construa tolerância para a experiência de sentir sem precisar resolvê-la imediatamente.

Evidência

A evitação experiencial — lutar contra a experiência interna — é um mecanismo central na ACT, com evidência consistente de que ela amplifica e prolonga a emoção negativa. O inverso (disposição a ter experiências) é um mecanismo sustentado para a regulação emocional. (clinical)

A permissão para sentir é uma postura inicial, não uma estratégia completa; é o pré-requisito para a regulação, não a regulação em si.

Fontes

  • Hayes, Wilson, Gifford, Follette & Strosahl (1996), experiential avoidance and psychological inflexibility, Behavior Therapy

Erro comum

Interpretar a permissão para sentir como permissão para agir do jeito que a emoção pede — essas são coisas categoricamente diferentes, e confundi-las leva a comportamento impulsivo justificado pela autenticidade emocional.

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