Faça as três perguntas restaurativas
Comece toda conversa sobre dano com: quem foi ferido, do que essa pessoa precisa, e quem é responsável por atender a essas necessidades?
Why it works
As respostas convencionais ao dano focam na regra violada e na punição merecida — um quadro retrospectivo, centrado no infrator. As três perguntas restaurativas deslocam o foco para frente e para fora: para a pessoa prejudicada, suas necessidades reais e a comunidade responsável por atendê-las. Essa reformulação muda quem tem voz no processo e o que conta como resolução — de "punição entregue" para "dano reparado".
How to do it
- Quando o dano ocorre — uma ofensa, um conflito, uma quebra de confiança — pare e pergunte explicitamente: "Quem foi ferido pelo que aconteceu?"
- Pergunte diretamente à parte prejudicada: "Do que você precisa para que isso seja consertado?" Escute sem propor soluções.
- Pergunte à pessoa que causou o dano: "O que precisa acontecer para que você assuma a responsabilidade por isso?" — não como uma acusação, mas como uma pergunta genuína de responsabilização.
Evidência
Meta-análises de justiça restaurativa encontram consistentemente maior satisfação da vítima com processos restaurativos em comparação com a justiça criminal convencional, junto com evidência moderada de reincidência reduzida em alguns contextos juvenis e adultos. (observational)
A maior parte da pesquisa sobre justiça restaurativa está em contextos criminais; a generalização para conflitos de trabalho ou interpessoais envolve diferenças contextuais. Os resultados variam por tipo de ofensa e participação voluntária.
Fontes
- Sherman, L. W. & Strang, H. (2007). Restorative Justice: The Evidence. The Smith Institute, London.
Erro comum
Perguntar o que aconteceu e pular imediatamente para quem teve culpa, em vez de primeiro estabelecer quem foi prejudicado e do que precisa — que é o que determina o que resolução sequer significa.
Pratique isso com IX Coach
More practices for Justiça Restaurativa (Howard Zehr)
- Garanta que a participação seja voluntária para todas as partes
Processos restaurativos só funcionam quando todos — especialmente a parte prejudicada — escolhem participar.
- Torne o dano visível através de uma declaração de impacto
A pessoa que causou o dano precisa ouvir — em detalhes — o que o dano de fato causou à pessoa prejudicada.
- Construa um acordo de responsabilização concreto
Responsabilização é um plano, não apenas um sentimento — escreva o que será feito, por quem e até quando.
- Envolva a comunidade afetada, não apenas as duas partes
O dano raramente afeta apenas duas pessoas — inclua aqueles afetados pela onda de impacto.
- Almeje a reintegração, não a rotulação permanente
A responsabilização não é uma identidade permanente; o objetivo é que a parte responsável volte a integrar a comunidade como membro pleno.
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