Estudo dos escritos de Dogen ao lado da prática

Leia o Shobogenzo de Dogen como um espelho para a experiência direta, não como doutrina filosófica.

Why it works

A escrita de Dogen é famosamente recursiva e não linear porque ele não estava tentando transmitir doutrina, mas provocar no leitor a mesma consciência não conceitual que a prática cultiva. Ler o Shobogenzo devagar, ao lado do sentar, fornece estruturas conceituais que a prática depois testa e dissolve. O estudo visa redirecionar você de volta à experiência, não acumular crenças corretas sobre o Zen.

How to do it

  1. Escolha um fascículo curto (Genjo Koan é o ponto de partida tradicional) e leia-o devagar, permitindo a confusão em vez de forçar a compreensão.
  2. Depois de ler, sente-se — trazendo as perguntas do texto para a almofada em vez de resolvê-las conceitualmente.
  3. Retorne à mesma passagem semanas depois, após mais sentar, e perceba o que soa diferente.
  4. Engaje-se com um professor ou grupo de estudo para evitar que a leitura se torne um substituto da prática.

Evidência

Usar textos filosóficos e contemplativos como objetos de reflexão tem uma longa tradição em diversas linhagens de sabedoria; o uso específico dos textos de Dogen como complemento à prática é pedagogia tradicional do Zen Soto sem avaliação empírica separada. (anecdotal)

O valor do estudo do dharma é amplamente relatado dentro da tradição; nenhuma pesquisa controlada compara sentar mais estudo com apenas sentar para praticantes dessa tradição.

Erro comum

Tratar o estudo de Dogen como preparação intelectual antes da prática, em vez de como uma prática que precisa ser testada na almofada — as ideias são dedos apontando, não a própria lua.

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