Conhece-te a ti mesmo: diário de autoinvestigação dirigida

Use a injunção délfica como um estímulo para escrever: o que eu realmente quero, acredito e temo — e essas coisas são consistentes?

Why it works

O "conhece-te a ti mesmo" délfico aponta para um problema genuíno: as pessoas costumam prever mal suas próprias preferências, identificam mal suas próprias emoções e sustentam automodelos inconsistentes. O diário dirigido com estímulos socráticos — não escrita livre, mas questionamento direcionado — exterioriza o automodelo onde ele pode ser inspecionado e testado quanto à consistência, algo que a introspecção interna sozinha raramente alcança.

How to do it

  1. Comece com o estímulo: "O que eu realmente quero desta situação — não o que eu deveria querer, ou o que pareceria bom, mas o que eu realmente quero?"
  2. Siga com: "O que eu acredito sobre mim mesmo que esta situação está revelando?"
  3. Interrogue a consistência: "O que eu disse que quero está alinhado com o que tenho escolhido?"
  4. Identifique uma lacuna e nomeie o que fechá-la exigiria.

Evidência

A escrita expressiva e estruturada tem evidência clínica para melhorar a clareza emocional, o autoconhecimento e o bem-estar; estímulos estruturados socraticamente (em vez de expressão aberta) adicionam a dimensão de teste de consistência. (clinical)

A evidência de Pennebaker é para escrita expressiva sobre eventos difíceis; a estruturação socrática dos estímulos é uma extensão com apoio mecanístico, mas não um protocolo testado separadamente.

Fontes

  • Pennebaker, J.W. & Beall, S.K. (1986), Confronting a traumatic event, Journal of Abnormal Psychology

Erro comum

Escrever no diário como desabafo ou autoafirmação em vez de investigação — o que parece bom, mas confirma os automodelos existentes em vez de testá-los.

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