Cultive a consciência como sua principal ferramenta criativa

Preste atenção incomumente próxima ao que você percebe, sente e ao que te captura — essa é a matéria-prima.

Why it works

Rubin argumenta que o trabalho do artista é principalmente perceber: estar mais consciente do que realmente acontece dentro e ao redor de si do que a pessoa média. Essa sensibilidade perceptual elevada — à beleza, à estranheza, à ressonância e ao desconforto — é a matéria-prima da qual o trabalho criativo é extraído. Sem inputs de percepção genuína, o resultado tende à imitação ou convenção.

How to do it

  1. Mantenha um pequeno caderno ou memorando de voz para coisas que capturam sua atenção — não ideias, mas momentos de percepção.
  2. Passe tempo em ambientes fora dos seus habituais: caminhe, visite lugares desconhecidos das suas rotinas.
  3. Pratique ficar com algo que você acha bonito ou estranho sem se mover imediatamente para o que fazer com isso.
  4. Pergunte-se regularmente: "o que é genuinamente interessante para mim agora?" e leve a resposta a sério.

Evidência

O papel de inputs ambientais, novidade e sensibilidade perceptual no resultado criativo é consistente com a pesquisa sobre incubação e cognição criativa — a exposição a estímulos diversos está associada a combinações mais novas. Baird et al. (2012) descobriram que uma tarefa pouco exigente permitindo divagação mental durante um intervalo de incubação melhorou mensuravelmente o desempenho num teste de criatividade subsequente, e Beaty et al. (2016) mostram que o pensamento criativo depende do acoplamento dinâmico entre as redes cerebrais de modo padrão e executiva. O enquadramento específico de "prática de consciência" é o relato de praticante do próprio Rubin. (anecdotal)

As práticas de Rubin vêm de décadas observando profissionais altamente criativos; não derivam de pesquisa controlada e podem não se transferir igualmente para todos os domínios criativos ou disposições individuais.

Fontes

Erro comum

Tentar perceber estrategicamente — procurando "ideias" em vez de simplesmente prestar atenção — o que filtra o material oblíquo e inesperado que costuma ser o mais original.

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