Meditação da condição compartilhada
Sente-se brevemente com a consciência de que, agora mesmo, milhares de pessoas estão sentindo exatamente o que você sente.
Why it works
Manter ativamente a imagem do sofrimento compartilhado na consciência engaja as mesmas redes neurais envolvidas na empatia — apenas direcionadas a um círculo mais amplo que inclui a própria pessoa. Este é o mecanismo cognitivo que Neff descreve como a mudança do estado contraído e autofocado da vergonha ("por que estou tão sozinho nisso?") para uma consciência expansiva que faz a dor parecer menos anômala e, portanto, menos ameaçadora.
How to do it
- Faça três respirações lentas e traga à mente o sentimento específico com que você está lutando.
- Sustente a consciência: "Agora mesmo, ao redor do mundo, milhares de pessoas estão sentindo exatamente isso."
- Deixe esse fato ser real por trinta segundos antes de voltar à sua situação.
Evidência
Práticas contemplativas que enfatizam a interconexão estão associadas a menor isolamento e maior bem-estar em estudos observacionais. O programa MSC, que inclui esse tipo de meditação, tem respaldo de ensaios randomizados para reduzir depressão e ansiedade. (clinical)
A meditação específica da condição compartilhada é um elemento do currículo do MSC; isolar seus efeitos do programa como um todo não é possível a partir da evidência atual.
Fontes
- Neff, K. D., & Germer, C. K. (2013). A pilot study and randomized controlled trial of the Mindful Self-Compassion program. Journal of Clinical Psychology, 69(1), 28-44.
- Hutcherson, C. A., Seppala, E. M., & Gross, J. J. (2008). Loving-kindness meditation increases social connectedness. Emotion, 8(5), 720-724.
Erro comum
Tratar a meditação como um exercício de minimização — usar a imagem compartilhada para se convencer de que sua dor não é importante — em vez de um exercício de reconexão que sustenta tanto a dor quanto a companhia.
Pratique isso com IX Coach
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- Complete a frase: "Outros também sentem isso quando…"
Complete uma ponte específica entre sua dor e a experiência compartilhada dos outros.
- Perceba e abandone a linguagem do "deveria"
Substitua "eu deveria ter sabido melhor" por "eu fiz o que fazia sentido dado o que eu sabia".
- Reformule os erros como o custo normal de fazer coisas difíceis
Toda pessoa que tenta coisas difíceis comete erros — seus erros são evidência de esforço, não de caráter.
- Compartilhe uma dificuldade para descobrir terreno comum
Nomeie uma dificuldade para alguém em quem você confia e perceba que a revelação cria conexão, não rejeição.
- Use a linguagem "nós" para descrever suas dificuldades
Mude de "sempre fracasso nisso" para "isso é algo que muitos de nós acham difícil".
- Pesquise quão comum sua dificuldade realmente é
Obtenha um número real: que porcentagem de pessoas luta com essa mesma coisa?