Usando os crisóis do relacionamento como oportunidades de crescimento

Trate os momentos mais difíceis do seu relacionamento exatamente como as situações em que o crescimento se torna possível.

Why it works

Schnarch usa a palavra "crisol" para os momentos de alta pressão nos relacionamentos que a maioria das pessoas tenta escapar ou neutralizar: a discussão enraizada, a mágoa recorrente, o impasse. Seu insight clínico é que esses momentos revelam exatamente o nível de diferenciação de cada pessoa — e são, portanto, os momentos em que o crescimento pode acontecer, se qualquer uma das pessoas conseguir permanecer nele sem fugir ou se fundir. O crisol é desconfortável por design; é isso que o torna transformador.

How to do it

  1. Identifique um padrão recorrente no seu relacionamento que você costuma gerenciar evitando, suavizando ou escalando.
  2. Decida permanecer nele mais uma vez — não para vencer, mas para ver o que ele mostra sobre você.
  3. Enquanto permanece nele, note o que você está mais tentado a fazer (fugir, ceder, atacar) — esse é seu movimento característico de fusão.
  4. Tente o oposto: se você costuma fugir, fique. Se costuma ceder, sustente.
  5. Depois do crisol, escreva o que você aprendeu sobre si mesmo — não sobre seu parceiro.

Evidência

O crescimento através da adversidade (crescimento pós-traumático, prática deliberada na borda do conforto) é bem sustentado na psicologia. O conceito de crisol de Schnarch aplica isso ao desafio relacional em vez de individual. Permanecer na dificuldade relacional em vez de escapar dela é consistente com evidência de exposição e ativação comportamental. O trabalho de crescimento pós-traumático de Tedeschi e Calhoun (2004) fornece a base empírica para a afirmação de que a luta com circunstâncias altamente desafiadoras pode produzir crescimento genuíno. (mechanistic)

O referencial do crisol é a formulação clínica de Schnarch; não é diretamente testado como intervenção isolada. Os princípios subjacentes de crescimento pela adversidade são bem sustentados em literaturas adjacentes.

Fontes

Erro comum

Interpretar o desconforto do crisol como evidência de que o relacionamento está errado, em vez de evidência de que o crescimento está acontecendo — o desconforto é o custo da diferenciação, não um sinal para ir embora.

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