Faça um pré-mortem antes de começar
Antes de um projeto começar, pergunte: suponha que fracassou — o que deu errado?
Why it works
O pré-mortem funciona ao emprestar a clareza imaginativa da retrospectiva antes de o projeto estar concluído. Ele diz às pessoas para presumirem que o fracasso já aconteceu e trabalharem de trás para frente, o que ativa o mesmo maquinário cognitivo que a retrospectiva usa — mas de forma construtiva, enquanto ainda há tempo para mudar o plano. Também dá permissão para expressar preocupações que pareciam pessimistas demais para levantar durante o planejamento otimista à frente.
How to do it
- No início de um projeto significativo, convoque uma sessão breve e diga: "Suponha que se passou um ano e este projeto fracassou completamente. O que aconteceu?"
- Peça que cada pessoa escreva sua história de fracasso individualmente antes de compartilhar, para que o pensamento de grupo não suprima visões minoritárias.
- Reúna os modos de fracasso e verifique quais o plano atual já aborda.
- Designe alguém para monitorar os dois ou três principais modos de fracasso à medida que o projeto avança.
Evidência
Pesquisas de Gary Klein formalizaram o pré-mortem. Um estudo constatou que a retrospectiva prospectiva — imaginar que um evento já ocorreu — aumenta a capacidade de identificar corretamente as razões de resultados futuros. O relato de Klein na Harvard Business Review dá ao método do praticante sua forma canônica: reúna a equipe, presuma que o projeto já fracassou e trabalhe de trás para frente para trazer à tona os modos de fracasso que o otimismo suprime. (observational)
O efeito sobre a identificação de riscos é demonstrado; se os pré-mortems realmente reduzem taxas de fracasso em projetos reais não é bem estudado. É uma ferramenta de planejamento e comunicação, não uma garantia.
Fontes
- Mitchell, Russo & Pennington (1989), "Back to the Future: Temporal Perspective in the Explanation of Events", Organizational Behavior and Human Decision Processes
- Mitchell, D. J., Russo, J. E., & Pennington, N. (1989). Back to the future: Temporal perspective in the explanation of events. Journal of Behavioral Decision Making, 2(1), 25–38.
- Klein, G. (2007). Performing a project premortem. Harvard Business Review, 85(9), 18–19.
Erro comum
Transformar o pré-mortem em um exercício de otimismo, enquadrando-o como "que desafios poderíamos enfrentar?" em vez de "definitivamente fracassamos — o que aconteceu?". O enquadramento no passado é o ingrediente ativo.
Pratique isso com IX Coach
More practices for Viés de Retrospectiva: Por Que Tudo Parece Óbvio Depois
- Registre estimativas de probabilidade antes do resultado
Anote seu nível de confiança e raciocínio antes de saber como as coisas vão terminar.
- Avalie decisões pelo processo, não pelo resultado
Julgue uma decisão pela qualidade do raciocínio na época, não pelo que aconteceu.
- Gere o resultado contrafactual
Imagine deliberadamente como a mesma decisão poderia ter terminado de forma diferente com o mesmo processo.
- Distinga habilidade de sorte nos resultados
Depois de qualquer resultado, estime quanto dele estava sob seu controle versus determinado pelo acaso.
- Pratique a calibração de probabilidade
Faça previsões probabilísticas regularmente e acompanhe sua precisão em muitas delas.