Estime com conservadorismo e aja com base no número conservador

Em situações de incerteza, use uma estimativa pessimista como sua premissa de trabalho — não seu melhor palpite.

Why it works

A falácia do planejamento (Kahneman & Tversky) mostra que as pessoas sistematicamente subestimam tempo, custo e dificuldade. Usar uma estimativa conservadora corrige esse viés sistemático: o erro do lado negativo é perder um ganho que não se materializou; o erro do lado positivo de uma estimativa otimista é um déficit que você tem que absorver. Quando os erros são assimétricos em consequência, estimativas conservadoras são a escolha racional.

How to do it

  1. Faça sua melhor estimativa e depois pergunte: como seria se eu assumisse que as coisas vão 30% pior do que o esperado?
  2. Use esse número pessimista como sua linha de base de planejamento.
  3. Trate qualquer desempenho melhor que sua estimativa conservadora como uma surpresa positiva, não como confirmação do otimismo.
  4. Reserve as projeções otimistas para metas aspiracionais, não para planos operacionais.

Evidência

A falácia do planejamento — subestimação sistemática de tempo e custo — é um dos achados mais replicados em pesquisas de julgamento e tomada de decisão. (observational)

A falácia do planejamento é robusta para projetos com muitas etapas interdependentes; para tarefas simples e familiares onde o feedback é rico, pode ocorrer superestimação em vez disso.

Fontes

  • Kahneman & Tversky (1979), intuitive prediction and biases in planning, Psychology of Prediction
  • Buehler, Griffin & Ross (1994), "Inside the Planning Fallacy", Journal of Personality and Social Psychology

Erro comum

Fazer uma estimativa conservadora e depois usar silenciosamente o número otimista ao assumir compromissos, tratando a estimativa conservadora como uma proteção já cumprida.

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