Paisagem de Identidade e Perguntas de Ação
Use dois tipos de pergunta para mapear tanto o que a pessoa FEZ (ação) quanto o que isso revela sobre quem ela É (identidade).
Why it works
A terapia narrativa distingue duas "paisagens" em uma história: a paisagem da ação (o que aconteceu, em sequência) e a paisagem da identidade (o que os eventos revelam sobre os desejos, valores e qualidades da pessoa). Fazer apenas perguntas de ação produz uma sequência de eventos, mas nenhum significado. Fazer apenas perguntas de identidade produz autodescrição abstrata sem fundamento. Alternar entre as duas engrossa a história em ambas as dimensões simultaneamente — eventos fundamentados que revelam caráter.
How to do it
- Mapeie primeiro a paisagem da ação: "o que você fez? o que aconteceu depois? quando você decidiu isso?"
- Depois mude para identidade: "o que isso diz sobre você, ter feito isso? o que isso reflete sobre o que importa para você?"
- Alterne: deixe a resposta de identidade provocar uma nova pergunta de ação para fundamentá-la.
- Trabalhe para frente e para trás no tempo: encontre a história da qualidade e imagine seu futuro.
- Use ambas as paisagens ao explorar resultados únicos, não apenas ao construir a história preferida.
Evidência
O modelo de duas paisagens é um arcabouço teórico central da prática de terapia narrativa de White e seu uso da psicologia narrativa de Bruner. A distinção de Bruner entre paisagem da ação e paisagem da consciência é bem estabelecida na psicologia narrativa. (mechanistic)
O arcabouço de duas paisagens é teoricamente fundamentado na psicologia narrativa; sua eficácia clínica como técnica isolada não foi testada separadamente.
Fontes
- Bruner (1986), "Actual Minds, Possible Worlds" — foundational narrative psychology framework
Erro comum
Permanecer apenas na paisagem da ação ("e então o que aconteceu?") e nunca se voltar para a identidade — isso produz uma história interessante, mas nenhuma transformação da autocompreensão.
Pratique isso com IX Coach
More practices for Terapia Narrativa: Reescrevendo as Histórias Que Definem Você
- Externalizando o Problema
Separe a pessoa do problema falando dele como se existisse fora dela.
- Encontrando Resultados Únicos (Exceções à História do Problema)
Traga à tona momentos em que o problema NÃO dominou — essas são as sementes de uma história alternativa.
- Reautorando a História Alternativa
Construa uma história preferida de identidade engrossando as exceções em uma narrativa com enredo.
- Cerimônias Definicionais e Testemunhas Externas
Convide pessoas significativas para testemunhar e recontar a nova história — ser conhecido de forma diferente pelos outros consolida a nova identidade.
- Cartas Terapêuticas
Uma carta escrita do terapeuta ao cliente entre sessões — documentando ganhos da história alternativa antes que desapareçam.
- O Ausente Mas Implícito: O Que os Problemas Revelam Sobre o Que Valorizamos
Toda história de problema implica um valor violado — trazer esse valor à tona revela as forças da pessoa, não apenas suas dificuldades.
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