Aplique o teste do estranho: como isso pareceria a um observador neutro?

Pergunte como um estranho distante e bem informado avaliaria sua crença ou decisão.

Why it works

Justificativas interesseiras são mais difíceis de sustentar quando você adota a perspectiva de um estranho, porque racionalizações que parecem convincentes por dentro costumam parecer mais fracas por fora. O teste do estranho explora a bem documentada "assimetria ator-observador": explicamos nosso próprio comportamento por circunstâncias, e o dos outros, por caráter — mas trocar para a perspectiva do observador corrige parte desse viés ao forçar a ver nosso próprio comportamento em contexto.

How to do it

  1. Pergunte: "Se eu lesse sobre outra pessoa fazendo o que estou prestes a fazer, ou acreditando no que acredito, o que eu pensaria?"
  2. Escreva um parágrafo explicando como se estivesse descrevendo o raciocínio de um estranho.
  3. Perceba quais racionalizações sobrevivem à mudança de perspectiva e quais desaparecem.

Evidência

A assimetria ator-observador é um viés de atribuição bem documentado. Intervenções de tomada de perspectiva reduzem atribuições interesseiras nas pesquisas, embora os efeitos sejam moderados. A meta-análise de Malle (2006) é uma calibração útil: entre os estudos, a assimetria bruta é pequena e aparece principalmente quando o comportamento é negativo ou quando ator e observador diferem em interesse — exatamente o caso interesseiro que o teste do estranho busca capturar. (observational)

O "teste do estranho" como heurística nomeada é uma formulação de Galef; a tomada de perspectiva é o mecanismo estudado. A transferência para a qualidade do raciocínio é plausível, mas não testada diretamente.

Fontes

Erro comum

Invocar um estranho imaginário que por acaso compartilha todos os seus valores e obviamente concordaria com você — o teste só funciona se o estranho for genuinamente neutro.

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