Estender a si mesmo a compaixão que daria a um amigo

Pergunte o que você diria a um amigo capaz que tivesse atrasado a mesma tarefa — e então diga isso.

Why it works

O trabalho de autoperdão de Wohl se baseia no arcabouço de autocompaixão de Neff: as pessoas costumam aplicar a si mesmas padrões muito mais duros depois de um fracasso do que aplicariam a um amigo na mesma situação. Esse padrão duplo não motiva — é desmoralizante e adiciona carga emocional. Invocar explicitamente o enquadramento do amigo não é um truque retórico; ele ativa um esquema cognitivo diferente (cuidado e apoio) que produz um resultado emocional diferente do esquema de fracasso autofocado.

How to do it

  1. Imagine um amigo capaz que procrastinou na mesma tarefa e veio até você se sentindo mal com isso.
  2. Escreva (ou diga em voz alta) o que você de fato diria a essa pessoa — especificamente, não de forma genérica.
  3. Note a diferença entre o que você diria a essa pessoa e o que você está dizendo a si mesmo.
  4. Aplique a resposta do amigo a si mesmo: ouça-a, não a descarte.

Evidência

A comparação de autocompaixão com um amigo vem da pesquisa de autocompaixão de Neff e é usada como intervenção clínica. Sua aplicação à procrastinação se baseia no trabalho de Sirois ligando autocompaixão a menos procrastinação. Sirois (2014) constata especificamente que a autocompaixão amortece o estresse que os procrastinadores carregam, identificando a autogentileza como uma via para menos angústia, não para padrões mais baixos. (observational)

A literatura de autocompaixão varia em tamanho de efeito; o enquadramento do amigo é um recurso clínico, e não uma intervenção testada separadamente para procrastinação especificamente.

Fontes

Erro comum

Produzir a resposta do amigo mas não de fato recebê-la — replicar mentalmente "sim, mas eu deveria ter sabido melhor" em vez de deixar o enquadramento compassivo aterrissar.

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