Assuma sua história — incluindo as partes difíceis

A vergonha perde poder quando você reivindica sua própria narrativa em vez de deixá-la defini-lo de fora.

Why it works

A pesquisa de Brown descobriu consistentemente que pessoas com alta resiliência à vergonha conseguem narrar sua experiência — incluindo falhas, vulnerabilidades e verdades difíceis — sem que a narrativa colapse em condenação de identidade. Assumir a história significa ser sua autora: "Isso aconteceu comigo / eu fiz isso, e é isso que significa e não significa." A alternativa é ser autorado pela história — ter a experiência definindo você sem sua participação explícita na interpretação dela. O mecanismo é a autoautoria narrativa como ato regulatório.

How to do it

  1. Escreva a história de uma experiência vergonhosa em primeira pessoa, com propriedade total — o que aconteceu, o que você fez, o que significou, o que não significa.
  2. Distinga fatos (o que aconteceu) de conclusões de identidade (o que isso diz sobre quem você é). A história pode conter o fato sem exigir a conclusão.
  3. Compartilhe a história com pelo menos uma pessoa de confiança que possa recebê-la com empatia — o ato de narrá-la em voz alta a outra pessoa completa o ciclo de rompimento da vergonha.

Evidência

A autoautoria narrativa e o desenvolvimento de identidade são áreas estabelecidas de pesquisa psicológica. A escrita expressiva sobre experiências traumáticas ou difíceis tem apoio de ensaios clínicos randomizados para resultados de bem-estar (Pennebaker). O referencial específico de propriedade da história de Brown é derivado de sua pesquisa qualitativa. (clinical)

Escrever sobre eventos traumáticos pode aumentar o sofrimento em algumas populações antes de ajudar; se a vergonha estiver relacionada a trauma, esta prática é melhor feita com apoio clínico.

Fontes

  • Pennebaker & Beall (1986), Confronting a traumatic event, Journal of Abnormal Psychology
  • Brown (2010), The Gifts of Imperfection, Hazelden

Erro comum

Escrever a história e nunca compartilhá-la — o trabalho narrativo interno é necessário, mas não suficiente; a conclusão social (recepção empática) é o que a pesquisa de Brown identifica como o ato específico de rompimento da vergonha.

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