A Arte do Pedido de Desculpas

Os componentes de um pedido de desculpas real, e os modos de falha que afundam os falsos

O que faz um pedido de desculpas funcionar, e por que tantos fracassam?

O relato estrutural mais citado sobre pedidos de desculpas vem do estudo de Lewicki, Polin e Lount de 2016 "An Exploration of the Structure of Effective Apologies" (Negotiation and Conflict Management Research), que testou seis componentes: expressão de arrependimento, explicação do que deu errado, reconhecimento de responsabilidade, declaração de arrependimento, oferta de reparação e pedido de perdão. Pedidos de desculpas que continham mais desses seis componentes foram avaliados como mais eficazes, mas os componentes não eram iguais — o reconhecimento de responsabilidade importava mais, a oferta de reparação vinha em seguida, e o pedido de perdão importava menos. Essa ordem explica por que a maioria dos pedidos de desculpas reais falha: eles começam com arrependimento e um pedido para serem perdoados ("desculpe você ter se sentido assim — podemos seguir em frente?"), o que protege quem se desculpa, ao mesmo tempo em que pula as duas partes que a pessoa prejudicada realmente está buscando. O estudo avaliou cenários escritos de pedidos de desculpas em vez de acompanhar reconciliações reais ao longo do tempo, então deve ser lido como uma descoberta bem desenhada sobre como os pedidos de desculpas são julgados, e não como prova do que repara um relacionamento específico.

Um bom pedido de desculpas não é um ato de autoflagelação, e um ruim não é apenas mal formulado — eles cumprem funções diferentes. Um pedido de desculpas real transfere o peso emocional: mostra à outra pessoa que você entende o dano específico e é responsável por ele. O mapa mais claro dessa estrutura é o artigo de 2016 de Roy Lewicki, Beth Polin e Robert Lount "An Exploration of the Structure of Effective Apologies", que dividiu os pedidos de desculpas em seis componentes e perguntou quais realmente aumentam a eficácia percebida. Os seis: expressão de arrependimento ("sinto muito"), explicação do que deu errado, reconhecimento de responsabilidade, declaração de arrependimento (um compromisso de não repetir), oferta de reparação e pedido de perdão. Mais componentes geralmente significavam um pedido de desculpas mais eficaz — mas a ponderação é a parte útil. O reconhecimento de responsabilidade teve o maior peso, a oferta de reparação veio em segundo, e o pedido de perdão teve o menor peso, o que é uma inversão direta de como a maioria das pessoas se desculpa sob pressão. Abaixo estão os componentes que fazem um pedido de desculpas realmente surtir efeito, cada um com o mecanismo por trás dele e uma leitura honesta das evidências.

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