Quantidade primeiro: gere o maior número possível de ideias antes de avaliar qualquer uma
A melhor forma de ter uma boa ideia é ter muitas ideias — a originalidade aumenta com o volume, então gere sem restrições antes de selecionar.
Why it works
O julgamento de especialista, aplicado cedo demais em uma sessão criativa, estreita a busca para as opções mais imediatamente plausíveis — que também são as mais familiares. Adiar o julgamento até que uma grande quantidade de ideias tenha sido gerada mantém a busca criativa nas regiões menos familiares do espaço, onde ideias mais originais têm mais probabilidade estatística de serem encontradas. Esse é o princípio de Linus Pauling: você não consegue prever qual ideia será boa, então gere muitas.
How to do it
- Defina uma meta de quantidade antes de começar: 20 ideias, 30 títulos, 15 soluções.
- Escreva cada ideia assim que ela surgir, sem pausar para avaliá-la.
- Quando sentir que travou, baixe a barra: meias-ideias, ideias fragmentadas e ideias ruins também contam.
- Avalie somente depois que a quantidade-alvo for atingida.
Evidência
A pesquisa sobre fluência generativa constata consistentemente que ideias posteriores são avaliadas como mais originais do que as anteriores; adiar a avaliação até quantidades mais altas serem alcançadas aumenta a probabilidade de que a seleção final inclua trabalho mais original. (observational)
A pesquisa sobre brainstorming em grupo mostra resultados complexos; o princípio de quantidade antes da qualidade é melhor sustentado para geração individual. O brainstorming em grupo sem intervenção de processo frequentemente tem desempenho inferior a grupos nominais (indivíduos trabalhando sozinhos).
Fontes
- Mednick (1962), associative basis of the creative process, Psychological Review
Erro comum
Parar nas três ou quatro primeiras ideias que parecem boas e tratar a fase de quantidade como concluída — as ideias originais quase sempre estão mais fundo na lista, não no começo.
Pratique isso com IX Coach
More practices for A Mente de Principiante na Prática Criativa
- Permissão para o primeiro rascunho: produza algo deliberadamente ruim de propósito
Comprometa-se a escrever, esboçar ou fazer a pior versão que você consegue imaginar — ruim de propósito remove o risco avaliativo.
- Copie mestres para ver como eles fizeram escolhas que você dá por certas
Reproduza uma obra admirada à mão e preste atenção em cada decisão — copiar é como principiantes veem o que especialistas fazem de forma invisível.
- Tome emprestadas as convenções de uma área diferente e aplique-as à sua
Pegue os princípios organizadores de uma disciplina adjacente e trate-os como restrições para seu problema criativo — as convenções desconhecidas forçam a percepção de principiante.
- Identifique a restrição que você inventou: pergunte "quem disse que tinha que ser assim?"
Nomeie um elemento do seu trabalho criativo que você nunca questionou e passe 20 minutos tratando-o como opcional.
- Escreva para um leitor ignorante: explique para alguém que não sabe nada
Descreva seu trabalho criativo para uma pessoa imaginária sem nenhum contexto — a explicação te força a ver o que você vinha presumindo.
- Diversifique entradas criativas: consuma além dos domínios e fora do seu gosto
Leia, assista, escute trabalhos que você não gosta imediatamente — a entrada fora do seu gosto quebra o ciclo de retroalimentação que estreita o alcance criativo com o tempo.
Conceitos relacionados
- Mente de Principiante (Shoshin), de Forma Prática
Shoshin — the Zen practice of not-knowing as a daily discipline
- Restrições Deliberadas, na Prática
The counterintuitive evidence that limitation fuels originality
- Pensamento Divergente: Gerando Muitas Ideias
Generating quantity, separating ideation from judgment, and why group brainstorming disappoints
- Regras de Brainstorming de Osborn, na Prática
The original four rules, the mechanisms behind them, and what the research actually shows