Identifique a restrição que você inventou: pergunte "quem disse que tinha que ser assim?"
Nomeie um elemento do seu trabalho criativo que você nunca questionou e passe 20 minutos tratando-o como opcional.
Why it works
A fixação de especialista ocorre não só por conhecer muitas convenções, mas por aceitar convenções herdadas como restrições físicas. Muitas limitações criativas são autoimpostas ou culturalmente reforçadas sem necessidade lógica — o soneto não precisa ter 14 versos porque a física exige. Identificar quais restrições são inventadas e temporariamente tratá-las como opcionais restaura a percepção de principiante de que as coisas poderiam ser diferentes, que é exatamente o que a expertise impede.
How to do it
- Liste cinco elementos de como você normalmente aborda seu domínio criativo que você nunca questionou.
- Para cada um, pergunte: "Isso é fisicamente necessário? Ou é convenção, hábito ou suposição emprestada?"
- Escolha um que seja convenção, e não necessidade, e gere por 20 minutos como se ele não se aplicasse.
- Depois de 20 minutos, decida se vale a pena restaurar a restrição — ou não.
Evidência
A pesquisa sobre fixação de design constata que a exposição a exemplos anteriores estreita a geração subsequente em direção a esses exemplos, mesmo quando os criadores são instruídos a gerar algo diferente. Identificar e questionar suposições herdadas é a contramedida direta para a fixação de design. (observational)
A fixação de design é bem documentada em design de produto e engenharia; o protocolo de identificar e questionar sistematicamente restrições autoimpostas é uma generalização de praticante desse princípio.
Fontes
- Jansson & Smith (1991), design fixation, Design Studies
Erro comum
Questionar as restrições que parecem mais restritivas (orçamento, tempo) em vez das invisíveis (a forma como o resultado é estruturado, quem se presume ser o público) — as convenções invisíveis são onde está o território criativo mais surpreendente.
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- Permissão para o primeiro rascunho: produza algo deliberadamente ruim de propósito
Comprometa-se a escrever, esboçar ou fazer a pior versão que você consegue imaginar — ruim de propósito remove o risco avaliativo.
- Copie mestres para ver como eles fizeram escolhas que você dá por certas
Reproduza uma obra admirada à mão e preste atenção em cada decisão — copiar é como principiantes veem o que especialistas fazem de forma invisível.
- Tome emprestadas as convenções de uma área diferente e aplique-as à sua
Pegue os princípios organizadores de uma disciplina adjacente e trate-os como restrições para seu problema criativo — as convenções desconhecidas forçam a percepção de principiante.
- Quantidade primeiro: gere o maior número possível de ideias antes de avaliar qualquer uma
A melhor forma de ter uma boa ideia é ter muitas ideias — a originalidade aumenta com o volume, então gere sem restrições antes de selecionar.
- Escreva para um leitor ignorante: explique para alguém que não sabe nada
Descreva seu trabalho criativo para uma pessoa imaginária sem nenhum contexto — a explicação te força a ver o que você vinha presumindo.
- Diversifique entradas criativas: consuma além dos domínios e fora do seu gosto
Leia, assista, escute trabalhos que você não gosta imediatamente — a entrada fora do seu gosto quebra o ciclo de retroalimentação que estreita o alcance criativo com o tempo.
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