Reconheça e respeite os limites éticos do pé na porta

A técnica pode fabricar comprometimento com coisas que as pessoas não escolheriam livremente — isso é um mau uso.

Why it works

O efeito de pé na porta contorna a deliberação explícita: o segundo pedido é avaliado parcialmente por meio de um filtro de autopercepção ("eu disse sim antes") em vez de puramente por seus méritos. Essa é a mesma característica que o torna eficaz e a característica que o torna explorável. A linha ética é se o comprometimento inicial é genuinamente relevante e representativo do acompanhamento, e se a pessoa endossaria o comprometimento em reflexão.

How to do it

  1. Aplique a técnica a pedidos em que o resultado genuinamente sirva aos interesses da pessoa, não apenas aos seus.
  2. Garanta que o pedido inicial seja honestamente representativo do que o comprometimento completo envolve.
  3. Se você ficaria envergonhado de contar a alguém que usou essa técnica com ela, reconsidere a aplicação.

Evidência

Cialdini e outros notaram que técnicas de conformidade, incluindo pé na porta, podem ser usadas como arma pedindo um pequeno comprometimento em um tópico (preocupação ambiental) e alavancando-o para um grande pedido não relacionado (doação de caridade a uma causa diferente). Este é um mau uso reconhecido e foi documentado em contextos de solicitação de caridade e vendas. (mechanistic)

Esta prática é sobre inoculação e ética, não uma técnica de persuasão separada; pertence a este arquivo de conceito porque a própria literatura de pé na porta discute o mau uso.

Fontes

  • Cialdini (1984), Influence: The Psychology of Persuasion

Erro comum

Obter um pequeno sim sobre um valor de alto nível (sustentabilidade, justiça) e depois alavancá-lo para um grande pedido não relacionado (doação de caridade para uma causa diferente) — uma forma de conformidade de isca e troca.

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