Substitua o monólogo do crítico por uma autoconversa compassiva

Fale consigo mesmo da forma como falaria com um amigo próximo na mesma situação.

Why it works

O teste do amigo funciona porque a maioria das pessoas tem dois padrões morais distintos — severo para si mesma, indulgente para os outros — impulsionados pela crença de que a autocrítica é protetora. A pesquisa de Kristin Neff mostra que adotar explicitamente a perspectiva de um amigo ativa os mesmos circuitos de compaixão voltados para si mesmo, reduzindo a resposta de ameaça que alimenta ruminação e espirais de vergonha.

How to do it

  1. Escreva o que o crítico acabou de lhe dizer.
  2. Pergunte: se meu amigo mais próximo me contasse que essa exata coisa aconteceu com ele, o que eu diria?
  3. Escreva essa resposta — seja específico, caloroso e honesto.
  4. Releia para si mesmo devagar, em voz alta se possível.
  5. Perceba a diferença fisiológica (ombros, mandíbula, peito) entre as palavras do crítico e as do amigo.

Evidência

A pesquisa de autocompaixão de Neff mostra que o exercício do self-como-amigo aumenta a autocompaixão e reduz a autocrítica. Múltiplos ensaios clínicos randomizados sobre intervenções focadas em compaixão encontram reduções em autocrítica e vergonha. Uma meta-análise de ensaios randomizados confirma que intervenções de autocompaixão produzem melhorias confiáveis em resultados psicossociais, e uma revisão sistemática e meta-análise dedicada as encontra especificamente eficazes na redução da autocrítica. (rct)

Os efeitos são robustos para resultados de autorrelato; resultados comportamentais de mais longo prazo variam conforme a população e o tempo de acompanhamento.

Fontes

Erro comum

Forçar positividade falsa ("Eu sou incrível!") em vez de calor honesto. A autoconversa compassiva reconhece a dificuldade sem amplificá-la — não é torcida animada.

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