Reestruturação cognitiva

Identifique um pensamento automático, teste-o contra as evidências e substitua-o por um mais preciso.

Why it works

As emoções derivam de avaliações, não dos eventos diretamente — um quase acidente no trânsito parece diferente se você o lê como "quase morri" ou como "meus reflexos funcionaram". A reestruturação intervém na avaliação: ao tratar um pensamento carregado como uma hipótese a testar em vez de um fato, você enfraquece seu domínio automático e a emoção que ele gera perde combustível.

How to do it

  1. Capture o pensamento automático no momento em que seu humor muda e anote-o textualmente.
  2. Avalie o quanto você acredita nele (0–100%) e qual emoção ele provoca.
  3. Liste evidências a favor e contra o pensamento como se você fosse um observador imparcial.
  4. Formule um pensamento mais equilibrado que se ajuste a todas as evidências e reavalie a crença e a emoção.

Evidência

A reestruturação cognitiva é um componente central e bem estudado da TCC, que tem forte respaldo em ensaios randomizados e meta-análises para ansiedade e depressão. Como técnica isolada, seu efeito é mais difícil de separar do protocolo completo. Uma revisão de Lorenzo-Luaces e colegas mapeia como o vínculo entre procedimentos de mudança cognitiva, mudança cognitiva real e melhora dos sintomas é emaranhado, reforçando por que a técnica é difícil de isolar com clareza. (clinical)

A reestruturação é mais eficaz dentro de um programa estruturado; sozinha, pode escorregar para discutir consigo mesmo. O objetivo é precisão, não positividade forçada.

Fontes

Erro comum

Tentar substituir um pensamento negativo por um irrealisticamente positivo. O cérebro rejeita slogans em que não acredita; o objetivo é um pensamento mais preciso, não mais alegre.

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