Atentando ao verdadeiro eu por baixo do falso eu

Reconheça a persona social construída (falso eu) e descanse no eu mais profundo por baixo dela.

Why it works

O ensinamento psicológico central de Merton é a distinção entre o falso eu — a imagem que construímos e performamos para o mundo, construída sobre conquista, aprovação e status — e o verdadeiro eu, que existe em relação com Deus antes de toda performance. O projeto contemplativo não é autoaperfeiçoamento do falso eu, mas sua liberação gradual. Psicologicamente, isso mapeia para o processo de desidentificação de papéis e padrões reativos, associado à redução da ansiedade e maior flexibilidade psicológica.

How to do it

  1. Na quietude, note os pensamentos e narrativas que você usa para se definir — conquistas, fracassos, papéis.
  2. Pergunte honestamente: quem restaria se esses fossem deixados de lado? A resposta de Merton é: aquele que é amado.
  3. Traga autocompaixão para o falso eu, em vez de desprezo — ele é uma defesa, não um inimigo.
  4. Trate posturas recorrentes de autopromoção ou autodepreciação como sinais de que o falso eu está operando, dignos de curiosidade gentil.

Evidência

A desidentificação de papéis e autoconceito é estudada no contexto da ACT (terapia de aceitação e compromisso) como "o eu como contexto", com evidência de benefícios de flexibilidade e bem-estar. A estrutura teológica de Merton vai além da desidentificação psicológica; o mecanismo psicológico é análogo, não idêntico. (mechanistic)

O eu como contexto na ACT tem evidência por trás; a distinção verdadeiro-eu/falso-eu de Merton é uma afirmação teológica que se estende além do que a pesquisa psicológica aborda.

Fontes

Erro comum

Tratar "encontrar o verdadeiro eu" como mais uma conquista para o falso eu reivindicar — usar a identidade contemplativa como status espiritual, o que é precisamente a armadilha contra a qual Merton alerta.

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