Aceitar a purificação passiva: não tentar consertar

O movimento essencial da noite escura é parar de tentar forçar um retorno à consolação.

Why it works

O paradoxo central de João é que a noite é desfeita pelo esforço de acabar com ela. A resposta natural do praticante à desolação — rezar mais, fazer mais exercícios espirituais, encontrar a técnica certa para restaurar o sentimento — é precisamente o que a prolonga. O que João chama de purificação "passiva" significa que o trabalho está sendo feito na pessoa, não pela pessoa. O paralelo psicológico é a observação do ACT de que evitar estados internos difíceis aumenta sua intensidade e duração; a disposição de permanecer com o que está presente, sem lutar contra isso, geralmente encurta o sofrimento.

How to do it

  1. Quando a desolação estiver presente, resista ao impulso de consumir mais atividade espiritual para escapar dela.
  2. Continue a prática ordinária (oração, comunidade, dever) sem esperar consolação dela.
  3. Trate a noite como uma temporada com integridade própria, não como um problema a resolver.
  4. Encontre um diretor espiritual ou guia de confiança que não o apresse rumo a uma resolução.

Evidência

A aceitação e a disposição de permanecer com estados internos aversivos — em vez de evitá-los — têm bom respaldo na literatura do ACT para reduzir a duração e a intensidade do sofrimento. A postura "passiva" de João é paralela a isso; seu enquadramento teológico vai além da afirmação psicológica. (mechanistic)

O mecanismo de aceitação é bem estudado em contextos seculares; aplicá-lo ao quadro teológico específico de João é uma ponte analógica, não uma afirmação direta.

Fontes

Erro comum

Oscilar entre esforço espiritual intenso para escapar da noite e retirada completa da prática — ambos são formas de evitação. A instrução é prática contínua e ordinária sem a expectativa de consolação.

Pratique isso com IX Coach

Comece com o IX Coach

More practices for A Noite Escura da Alma: João da Cruz

Conceitos relacionados