Aplique a defusão a impulsos de busca de tranquilização

Quando você sentir o impulso de checar ou buscar tranquilização, defunda-se do próprio impulso, não só do conteúdo.

Why it works

O impulso de buscar tranquilização é ele mesmo um evento cognitivo-comportamental: um pensamento ("eu preciso saber que isso está bem") seguido de um impulso comportamental. Defundir-se do impulso — "estou tendo o impulso de checar de novo" — insere a mesma lacuna de observador que a defusão cria para outros pensamentos. Ver o impulso como um evento, não um imperativo, torna a resposta a ele uma escolha, não uma compulsão.

How to do it

  1. Quando o impulso de tranquilização surgir, rotule-o: "lá está o impulso de checar."
  2. Descreva-o com curiosidade: "parece urgência no meu peito. Minha mente diz que eu não vou ficar bem se não checar."
  3. Pause e deixe o impulso estar presente sem agir sobre ele por 60 segundos.
  4. Note se o impulso muda de intensidade sem ação.

Evidência

Defundir-se de impulsos comportamentais é consistente com o modelo de flexibilidade psicológica do ACT; aplicado à checagem compulsiva, combina defusão com prevenção de resposta, o núcleo da exposição e prevenção de resposta (ERP) para comportamentos do espectro do TOC. (mechanistic)

A evidência específica para defusão + prevenção de resposta em busca de tranquilização não relacionada a TOC na ansiedade é limitada; o raciocínio combina princípios do ACT e da ERP, cada um com respaldo independente.

Erro comum

Defundir-se do conteúdo do pensamento ("talvez não seja perigoso") ao mesmo tempo que age no impulso de checar — o impulso comportamental precisa ser defundido separadamente do conteúdo cognitivo.

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