Identifique e trate estressores secundários

Nomeie os desafios práticos, de identidade e relacionais que a perda criou — e trabalhe neles como restauração.

Why it works

O DPM identifica estressores secundários — a cascata de problemas práticos e sociais gerados pela própria perda — como um motor distinto de angústia relacionada ao luto que não é resolvido apenas pelo processamento emocional orientado à perda. Aperto financeiro, mudanças de papel, ruptura da rede social exigem cada um sua própria resolução de problemas e ajustamento, o que é trabalho de orientação à restauração.

How to do it

  1. Liste as mudanças práticas concretas que a perda criou: financeiras, logísticas, sociais, relacionais.
  2. Para cada uma, identifique um pequeno passo acionável que pode ser dado nesta semana.
  3. Enquadre explicitamente essa resolução de problemas como trabalho de restauração — relacionado ao luto, não algo à parte dele.
  4. Separe a resposta emocional a cada estressor (orientada à perda) da resposta prática (orientada à restauração).

Evidência

Estressores secundários no luto são um conceito bem documentado na literatura de luto; sua contribuição para a angústia do luto está estabelecida observacionalmente, e a terapia de resolução de problemas para depressão (que acompanha o luto) tem sustentação de ensaios clínicos randomizados. (observational)

O conceito de estressor secundário é bem descrito; a contribuição específica de cada tipo de estressor para os resultados do luto varia por indivíduo e contexto cultural.

Fontes

Erro comum

Tratar toda a angústia relacionada ao luto como exigindo processamento emocional, quando parte dela é impulsionada por problemas práticos solucionáveis que ainda não foram tratados.

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