Interpretar bem seu papel

Você é um ator em uma peça cujo papel foi atribuído; seu único trabalho é interpretá-lo bem.

Why it works

Epicteto enquadra a vida como uma peça em que a duração e o caráter do seu papel não estão sob seu controle — apenas o quão bem você o interpreta. Isso separa autoestima de resultados que você não controla (status, elenco, aplausos) e a ancora em conduta que você controla. Isso reformula "eu venci?" em "eu agi corretamente no papel que me foi dado?", o que é sempre respondível e sempre seu.

How to do it

  1. Identifique os papéis que você realmente ocupa agora (pai/mãe, colega, cidadão, amigo).
  2. Para cada um, pergunte o que interpretá-lo bem exige de você, independentemente de como os outros interpretam os deles.
  3. Meça-se por essa conduta, não pelo resultado ou pelo reconhecimento.

Evidência

Sobrepõe-se à ação baseada em valores nas terapias modernas (por exemplo, agir sobre valores escolhidos em vez de perseguir resultados), o que está associado a bem-estar. O enquadramento do "papel atribuído" em si é filosófico, não separadamente testado. (mechanistic)

Uma prática plausível, alinhada a valores, em vez de diretamente estudada. Mal aplicado, "interprete seu papel" pode racionalizar aceitar situações genuinamente injustas — Epicteto se refere à conduta dentro do seu papel, não passividade.

Fontes

Erro comum

Ler isso como fatalismo — "meu papel é fixo, então por que tentar?". O ponto inteiro é que como você o interpreta é inteiramente seu, e é aí que o esforço pertence.

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