Gere a explicação caridosa

Antes de reagir, pergunte o que uma pessoa razoável e bem-intencionada poderia ter querido dizer com isso.

Why it works

Sua primeira interpretação geralmente não é a única plausível — é apenas a mais rápida, e sob ameaça a mais rápida costuma ser a mais hostil. Gerar deliberadamente uma alternativa caridosa engaja um raciocínio mais lento e deliberado e dá ao cérebro uma história concorrente a considerar, o que quebra o deslize automático do comportamento para o pior motivo possível. Você não precisa acreditar nela ainda; só precisa considerá-la possível.

How to do it

  1. Declare a leitura pouco caridosa que você está tendo, em voz alta ou mentalmente.
  2. Force pelo menos uma explicação plausível e benigna ("talvez não tenha visto", "talvez esteja sobrecarregado").
  3. Trate as duas como hipóteses até ter evidência real, em vez de agir sobre a pior.

Evidência

Consistente com pesquisas de reformulação/reestruturação cognitiva e com modelos de processo duplo, em que o raciocínio deliberado pode substituir uma avaliação automática. Como movimento específico de relacionamento, é mecanístico, construído sobre esses mecanismos estabelecidos. (mechanistic)

Gerar histórias caridosas não é o mesmo que acreditar nelas cegamente; o objetivo é ampliar o conjunto de hipóteses, não negar padrões reais.

Fontes

Erro comum

Agir com base na primeira interpretação, mais ameaçadora, como se fosse fato estabelecido, e depois defendê-la assim que já se comprometeu com a história.

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