Separe os dados da narrativa que você construiu em cima deles
Liste os fatos brutos, depois liste a história que você sobrepôs a eles — e verifique se a história realmente se sustenta.
Why it works
Dados e narrativa parecem inseparáveis porque a narrativa se forma automaticamente e imediatamente. No momento em que você acessa conscientemente a informação, a história já está anexada. Separá-las exige listar explicitamente o que aconteceu (eventos observáveis, fatos mensuráveis) versus o que você inferiu sobre isso (causalidade, caráter, significado). O abismo entre essas duas listas é onde vive a falácia narrativa.
How to do it
- Escolha uma situação sobre a qual você tem uma visão forte.
- Escreva duas colunas: "O que observei" (comportamentos, desfechos, palavras ditas) e "O que inferi" (motivos, caráter, causas).
- Pergunte: "Minha inferência realmente decorre da observação, ou estou adicionando algo?"
Evidência
A distinção observação/inferência é uma ferramenta clássica no pensamento crítico e na cognição social. A pesquisa sobre erro de atribuição (Ross, 1977) mostra que inferências sobre caráter e motivo são frequentemente adicionadas a observações e confundidas com elas. (mechanistic)
Erro comum
Colocar inferências na coluna "observação" porque você acredita firmemente nelas — a regra não é o que você acredita, mas o que você poderia ter registrado em vídeo.
Pratique isso com IX Coach
More practices for A Falácia Narrativa: Por Que Não Conseguimos Parar de Criar Histórias
- Identifique o que a narrativa deixa de fora
Depois de ouvir ou construir uma história causal, liste deliberadamente os fatos que ela não explica.
- Gere histórias alternativas para desfechos passados
Para qualquer sucesso ou fracasso passado, construa dois ou três caminhos alternativos plausíveis que poderiam ter levado a um desfecho diferente.
- Conduza uma auditoria de aleatoriedade dos desfechos que você está explicando
Antes de atribuir um desfecho a habilidade, estratégia ou caráter, estime quanto dele poderia ser acaso.
- Faça um pré-mortem para interromper a construção narrativa prospectiva
Antes de se comprometer com um plano, imagine que ele falhou completamente — depois gere a história mais plausível de por quê.
- Declare uma previsão antes de olhar para o desfecho
Comprometa-se com uma previsão antes de o resultado ser conhecido para impedir que a narrativa reescreva sua memória da sua previsão.
- Seja cético em relação a lições organizadas extraídas de desfechos confusos
Quando uma história produz uma conclusão organizada, pergunte se a lição está realmente nos dados ou na moldagem narrativa.
Conceitos relacionados
- Pensando, Rápido e Devagar, na Prática
Two systems, the biases they create, and when to slow down
- Negligência da Taxa-Base: Por Que Ignoramos as Chances
How to let prior probabilities do their real work in your decisions
- Viés de Retrospectiva: Por Que Tudo Parece Óbvio Depois
How "I knew it all along" corrupts judgment — and the practices that correct it