Pergunte a quem já viveu isso em vez de imaginar
As experiências reais de outras pessoas preveem seus sentimentos futuros com mais precisão do que sua própria imaginação.
Why it works
Gilbert e colegas descobriram que a "substituição" — perguntar a alguém que está vivendo atualmente um estado futuro como se sente — supera a simulação pessoal na previsão de respostas emocionais. Isso funciona porque a imaginação recruta os erros do focalismo e do viés de impacto; uma pessoa real naquela situação real já foi moderada pelo contexto, pela adaptação e por todos os outros fatores que a imaginação ignora.
How to do it
- Antes de uma decisão importante, encontre pessoas que fizeram recentemente a mesma escolha e estão vivendo suas consequências.
- Pergunte diretamente a elas: "Como você realmente se sente sobre isso agora, um ano depois?"
- Dê mais peso às respostas delas do que à sua própria simulação de como o resultado se sentiria.
Evidência
Gilbert, Killingsworth e colegas mostraram que a substituição superou a simulação pessoal na previsão de resultados emocionais em experimentos controlados. A maioria dos participantes resistiu a usar dados de substitutos, preferindo sua própria imaginação (inferior). No estudo do "conselho do vizinho", mulheres que previam como se sentiriam sobre uma experiência foram mais precisas quando recebiam o relato real de uma desconhecida sobre essa experiência do que quando recebiam informações detalhadas para simular por conta própria. (observational)
A maioria das pessoas acha os dados de substitutos psicologicamente insatisfatórios — querem acreditar que sua situação é única o suficiente para exigir simulação pessoal. O próprio viés contra o uso de substitutos é real.
Fontes
- Gilbert et al. (2009), The surprising power of neighborly advice, Science
- Gilbert, D. T., Killingsworth, M. A., Eyre, R. N., & Wilson, T. D. (2009). The surprising power of neighborly advice. Science, 323(5921), 1617–1619.
Erro comum
Encontrar pessoas com experiência real, mas dar peso seletivo apenas às que confirmam o resultado que você prefere — isso preserva o viés enquanto aparenta usar a técnica.
Pratique isso com IX Coach
More practices for Previsão Afetiva: Por Que Você Previu Errado Como Iria Se Sentir
- Identifique as outras coisas que também serão verdade na sua vida futura
O focalismo faz eventos futuros parecerem maiores do que são, ignorando todas as outras coisas que ainda vão estar presentes.
- Espere se adaptar mais do que você acha que vai
Seu sistema imunológico psicológico vai fazer com que a maioria dos reveses pareça mais tolerável do que você prevê agora.
- Planeje a adaptação hedônica nos seus objetivos
O impulso de felicidade ao atingir um objetivo desaparece mais rápido do que você espera — projete objetivos com isso em mente.
- Em muitas decisões, seguir o instinto supera a análise longa
Explicar demais as razões de uma preferência pode, na verdade, degradar a qualidade das previsões afetivas.
- O efeito da experiência: avalie como algo se sente agora, não depois
O efeito da experiência é a lacuna entre como algo realmente se sentiu enquanto você o vivia e a história que a memória guarda depois — a memória é a que não é confiável.
- Calibre expectativas de quanto tempo a novidade vai sustentar a motivação
Novos projetos e ambientes produzem um impulso motivacional inicial que consistentemente desaparece — planeje para isso.
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