O efeito da experiência: avalie como algo se sente agora, não depois

O efeito da experiência é a lacuna entre como algo realmente se sentiu enquanto você o vivia e a história que a memória guarda depois — a memória é a que não é confiável.

Why it works

A distinção de Kahneman entre o eu que experimenta e o eu que se lembra — desenvolvida junto com o trabalho de previsão afetiva de Gilbert — mostra que avaliações retrospectivas de felicidade são dominadas pelo pico e pelo fim de uma experiência (a "regra do pico-fim"), não pela duração real do sentimento positivo. Isso torna a avaliação retrospectiva um guia ruim para o que produz bem-estar em tempo real. A consequência prática é que dois eus estão votando na mesma experiência, e apenas um deles tem voz sobre o que você vai agendar em seguida: o eu que experimenta vive cada minuto dela, enquanto o eu que se lembra guarda um resumo comprimido — aproximadamente seu momento mais intenso e seu momento final — e depois toma todas as decisões. Amostrar no momento é como você dá voto ao eu que experimenta, porque uma avaliação feita durante o evento não pode ser reescrita pela forma como o evento acabou.

How to do it

  1. Para atividades que você está avaliando ou tentando incorporar mais, colete avaliações no momento durante elas (escala de 3 pontos: agradável, neutro, desagradável).
  2. Compare a média das avaliações no momento com sua memória retrospectiva da atividade.
  3. Aloque mais tempo a atividades que pontuam bem no momento, não apenas às que produzem uma boa história depois.

Evidência

Os estudos de amostragem de experiência e de colonoscopia de Kahneman e colegas documentaram a regra do pico-fim e a negligência da duração na avaliação retrospectiva. A distinção entre o eu que experimenta e o eu que se lembra é bem replicada. (observational)

O que produz afeto positivo momento a momento e o que produz sentido geral de vida nem sempre se alinham; otimizar inteiramente pela experiência no momento pode deixar de lado atividades trabalhosas que contribuem para o florescimento de longo prazo.

Fontes

  • Kahneman et al. (1993), When more pain is preferred to less, Psychological Science
  • Kahneman & Krueger (2006), Developments in the measurement of subjective well-being, Journal of Economic Perspectives

Erro comum

Confiar inteiramente na memória retrospectiva para avaliar se atividades valem a pena — a memória é seletiva e é governada pelo pico e pelo final, não pela qualidade geral da experiência.

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