Use suas estratégias deliberadamente: nomeie o método antes de começar
Dizer "eu uso minhas estratégias" só significa algo se você conseguir nomear qual e por quê — torne o método uma escolha explícita, em vez de um hábito padrão.
Why it works
A maioria das pessoas estuda no piloto automático com o que quer que pareça fácil — geralmente reler. Nomear a estratégia que você está usando a transforma em uma escolha deliberada que você pode avaliar e trocar, e permite que você combine o método com o material e o objetivo. O conhecimento condicional — saber qual estratégia usar e quando — é uma parte central da metacognição que distingue aprendizes flexíveis dos rígidos. A etapa de nomear cumpre uma função específica em vez de ser uma formalidade. Um método não nomeado não pode ser avaliado, porque não há nada com que comparar um resultado; nomear transforma um hábito em uma hipótese que pode estar errada. Isso também expõe o descompasso entre como um método parece e quão bem ele funciona, o que é a falha central no estudo autodirigido: reler produz uma forte sensação de familiaridade que os aprendizes leem como evidência de aprendizado, então os métodos menos eficazes geram a maior confiança. Declarar a estratégia em voz alta antes de começar interrompe isso justamente no único ponto em que a escolha ainda está aberta.
How to do it
- Antes de estudar, nomeie a estratégia específica que você está prestes a usar.
- Declare por que ela se encaixa nesse material e nesse objetivo.
- Se for "reler porque é fácil", escolha deliberadamente um método mais trabalhoso.
Evidência
A pesquisa metacognitiva distingue conhecer estratégias de saber quando aplicá-las (conhecimento condicional), e constata que a instrução em estratégias melhora o aprendizado principalmente quando os aprendizes entendem quando e por que usar cada método, não apenas como. A teoria fundacional formaliza essa divisão declarativa/procedural/condicional, fundamentando a afirmação de que nomear uma estratégia a transforma em uma escolha monitorável e trocável. (observational)
A consciência da estratégia se correlaciona com melhor aprendizado, mas a ligação está parcialmente entrelaçada com motivação e habilidade prévia; a consciência ajuda mais quando combinada com métodos trabalhosos.
Fontes
- Schraw, G., & Moshman, D. (1995). Metacognitive theories. Educational Psychology Review, 7(4), 351-371.
- Schraw, G. (1998). Promoting general metacognitive awareness. Instructional Science, 26(1-2), 113-125.
- Dunlosky, J., Rawson, K. A., Marsh, E. J., Nathan, M. J., & Willingham, D. T. (2013). Improving Students' Learning With Effective Learning Techniques. Psychological Science in the Public Interest, 14(1), 4-58.
Erro comum
Recorrer por padrão a qualquer método mais confortável sem nunca nomeá-lo, de modo que um hábito ineficaz como reler nunca é notado nem substituído.
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- Calibre sua confiança com testes reais
Teste-se para descobrir o que você realmente sabe, não o que você sente que sabe.
- Rode um ciclo de planejar-monitorar-avaliar
Antes, durante e depois de uma tarefa, pergunte o que você fará, como está indo e o que mudar.
- Julgue seu aprendizado após um intervalo, não imediatamente
Avalie o quanto você sabe algo um dia depois, quando a familiaridade tiver diminuído.
- Fique atento aos sinais de excesso de confiança
Trate "isso é óbvio" e "eu já entendi isso" como sinais de alerta, não sinais verdes.
- Reflita para transformar experiência em lições
Depois de uma tarefa, extraia o que manter e o que mudar, em vez de simplesmente seguir em frente.