Metas Autoconcordantes, na Prática
Alinhando suas metas com seus valores para que o esforço pareça expressão, não obrigação
O que são metas autoconcordantes?
Metas autoconcordantes — um termo da pesquisa de Kennon Sheldon dentro da teoria da autodeterminação — são metas que você persegue porque expressam quem você genuinamente é ou o que realmente te interessa, em vez de culpa, pressão social ou recompensa externa. Sheldon coloca motivos em um espectro: externo (por uma recompensa ou para evitar punição) e introjetado (para evitar culpa ou vergonha) NÃO são autoconcordantes, enquanto identificado (importa genuinamente para você) e intrínseco (a própria atividade te interessa) são. A consequência prática é que duas pessoas podem perseguir a mesma meta idêntica e obter resultados diferentes: Sheldon e Houser-Marko descobriram que a busca autoconcordante previu esforço sustentado, realização e bem-estar ao longo de um semestre mesmo após controlar quanto esforço as pessoas inicialmente pretendiam investir. A evidência é em grande parte autorrelatada e os tamanhos de efeito são modestos, mas a direção é consistente — e significa que a pergunta útil sobre uma meta estagnada não é "como eu me esforço mais" mas "de quem é essa meta?"
Uma meta é autoconcordante quando a razão pela qual você a persegue realmente pertence a você — quando expressa seus valores ou interesse genuíno em vez da expectativa de outra pessoa ou sua própria culpa. Kennon Sheldon cunhou o termo e, com colegas, mostrou que duas pessoas podem perseguir metas idênticas — correr uma 5K, escrever um romance, conseguir uma promoção — e obter resultados completamente diferentes dependendo de por que as estão perseguindo. Metas que vêm de interesse genuíno ou valores pessoais geram esforço duradouro; metas adotadas por causa de pressão externa ou vergonha internalizada tendem a estagnar quando a vida fica difícil. Essa distinção é diagnóstica em vez de motivacional: ela diz que uma meta que você continua abandonando pode não ser um problema de disciplina de forma alguma. Abaixo estão as práticas centrais, cada uma com o mecanismo por trás dela e uma leitura honesta da evidência.
Práticas
- Audite por que você está perseguindo cada meta
Verifique se cada meta é impulsionada por interesse e valores ou por culpa e pressão externa.
- Ancore cada meta a um valor pessoal nomeado
Torne a meta uma expressão de um valor específico para que permaneça motivadora quando a dificuldade atingir o pico.
- Distinga interesse genuíno de interesse encenado
Separe metas pelas quais você é genuinamente curioso das que você acredita que deveria ser curioso.
- Enquadre metas como alvos de aproximação, não evitação
Declare em direção a que você está se movendo, não do que está tentando escapar.
- Revise o ajuste meta-eu em intervalos regulares
À medida que você cresce, algumas metas antes autoconcordantes se tornam desalinhadas — revise-as deliberadamente.
- Proteja seu senso de autonomia enquanto persegue a meta
Mantenha a meta sua mesmo quando um coach, chefe ou parceiro está envolvido nela.
- Celebre o crescimento, não apenas a realização da meta
Reconheça o progresso em quem você está se tornando, não apenas se você atingiu o número.
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