Distinga a palavra da coisa

Perceba quando você está reagindo ao rótulo em vez da realidade a que ele se refere.

Why it works

A preocupação original de Korzybski era que a linguagem pré-categoriza a experiência e molda o que conseguimos perceber. Quando "fracasso", "sucesso", "preguiçoso" ou "difícil" são aplicados a uma situação, o rótulo carrega um pacote cognitivo -- valência emocional, atribuições causais, implicações de ação -- que substitui a observação direta. Separar o rótulo dos eventos observáveis específicos permite uma percepção mais clara e uma resposta mais precisa.

How to do it

  1. Quando surgir um rótulo forte (fracasso, catástrofe, fácil), pergunte: quais são os eventos específicos e observáveis que provocaram essa palavra?
  2. Substitua o rótulo por uma descrição factual: não "ele é difícil", mas "ele me interrompeu três vezes e levantou a voz duas vezes."
  3. Perceba quais consequências emocionais ou cognitivas mudaram depois que o rótulo é substituído.
  4. Use linguagem precisa e comportamental em conversas nas quais rótulos provocariam defensividade.

Evidência

A pesquisa sobre reavaliação cognitiva mostra que reformular situações emocionais em linguagem descritiva e não emocional reduz a ativação da amígdala e a intensidade emocional. A distinção rótulo/realidade também é fundamental nas estruturas de comunicação não violenta. (observational)

A distinção palavra/coisa é uma prática analítica que exige esforço sustentado; a linguagem molda o pensamento de forma poderosa, tornando este um dos mapas mais difíceis de redesenhar.

Fontes

  • Lieberman et al. (2007), putting feelings into words reduces amygdala response, Psychological Science

Erro comum

Substituir um rótulo por outro igualmente carregado ("não é um fracasso, só um revés") em vez de realmente descrever eventos observáveis.

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