Responder a falhas de força de vontade com autocompaixão

A autocrítica após deslizes mina o autocontrole futuro; a autocompaixão prediz melhor recuperação.

Why it works

Quando as pessoas fracassam no autocontrole e respondem com autocrítica dura, duas coisas acontecem: o humor cai, e um estado cerebral ativado por ameaça domina — ambos prejudicando ainda mais a regulação pré-frontal necessária para o autocontrole. Respostas de autocompaixão (reconhecer a dificuldade sem julgamento) evitam a espiral de vergonha impulsionada pelo humor que frequentemente transforma um único deslize em uma recaída completa.

How to do it

  1. Após uma falha de autocontrole, pause antes que o crítico interno fale.
  2. Diga a si mesmo o que diria a um bom amigo que falhou da mesma forma: reconheça sem descartar, encoraje sem envergonhar.
  3. Identifique uma coisa específica que você poderia fazer diferente da próxima vez, e então largue o incidente.

Evidência

A pesquisa de autocompaixão de Neff e vários estudos sobre motivação pós-fracasso descobrem que respostas autocompassivas ao fracasso predizem mais — não menos — responsabilização e esforço subsequente. O receio de que a autocompaixão permita a preguiça parece empiricamente infundado. (observational)

Os estudos são majoritariamente observacionais ou de laboratório com autorrelato; os mecanismos são bem argumentados, mas os efeitos de longo prazo da prática de autocompaixão sobre o autocontrole especificamente são menos estudados.

Fontes

Erro comum

Usar o deslize como evidência de que a meta inteira é sem esperança ("eu nunca consigo fazer isso") — a história tudo-ou-nada que segue um único fracasso é onde a maioria das tentativas termina, não o fracasso em si.

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