Pergunte a taxa-base antes de avaliar o caso específico
Antes de julgar qualquer instância individual, primeiro estabeleça com que frequência esse tipo de coisa acontece em geral.
Why it works
A negligência da taxa-base acontece porque informações específicas e vívidas são processadas automaticamente e sem esforço, enquanto as taxas-base exigem recuperação e cálculo deliberados. O processamento automático da história específica sufoca a busca da taxa-base — ela simplesmente não ocorre. Colocar a pergunta da taxa-base primeiro no seu protocolo de decisão força a probabilidade prévia para a memória de trabalho antes que o caso vívido possa dominar.
How to do it
- Antes de avaliar qualquer caso específico, escreva ou diga: "Em geral, com que frequência esse tipo de coisa dá certo/acontece/falha?"
- Pesquise a taxa da classe de referência, se puder; estime-a se não puder.
- Ancore sua estimativa de probabilidade nesse número antes de adicionar qualquer coisa do caso específico.
Evidência
Os estudos originais de Kahneman e Tversky sobre "engenheiro versus advogado" demonstraram diretamente a negligência da taxa-base: os participantes ignoraram taxas-base declaradas quando receberam descrições de personalidade. O efeito foi replicado extensivamente em vários domínios. (observational)
Fontes
- Kahneman & Tversky (1973), "On the Psychology of Prediction," Psychological Review
- Kahneman, D., & Tversky, A. (1973). On the psychology of prediction. Psychological Review, 80(4), 237-251.
- Bar-Hillel, M. (1980). The base-rate fallacy in probability judgments. Acta Psychologica, 44(3), 211-233.
- Tversky, A., & Kahneman, D. (1974). Judgment under uncertainty: Heuristics and biases. Science, 185(4157), 1124-1131.
Erro comum
Pedir a taxa-base somente depois de já ter formado uma forte impressão a partir do caso específico — nesse ponto a âncora já está definida e a taxa-base acaba sendo racionalizada, em vez de ponderada.
Pratique isso com IX Coach
More practices for Negligência da Taxa-Base: Por Que Ignoramos as Chances
- Use previsão por classe de referência para estimativas de projetos
Estime quanto tempo projetos semelhantes levaram historicamente antes de estimar seu projeto específico.
- Atualize crenças em graus, não por completo
Trate a nova informação como evidência que desloca probabilidades, não como prova que muda tudo.
- Sempre identifique o denominador ao avaliar risco ou sucesso
Quando um número ou uma história for marcante, pergunte: "De quantos casos totais?"
- Invoque deliberadamente a visão externa para decisões importantes
Para qualquer previsão de alto risco, force-se a começar por como as coisas normalmente acontecem, não por como sua situação parece.
- Pratique a calibração probabilística acompanhando suas previsões
Atribua estimativas de probabilidade explícitas às suas previsões e acompanhe se elas se concretizam na taxa correta.
- Espere regressão à média em resultados extremos
Desempenho incomumente bom ou ruim tende a ser seguido por desempenho mais mediano — não por causa do que você fez.
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