Substitua a autocrítica dura pela autoinvestigação compassiva

Quando o crítico interno disparar, responda com investigação curiosa em vez de mais exigências.

Why it works

A autocrítica dura é ela própria uma forma de autocontrole excessivo aplicada para dentro: a mesma rigidez e exigência de perfeição que opera sobre situações externas opera sobre o eu. Na RO-DBT, a autocrítica é abordada por meio da "autoinvestigação" — curiosidade genuína sobre contra o que a resposta crítica está protegendo — em vez de por supressão ou contra-declarações positivas. O objetivo não é silenciar o crítico, mas entender o que ele está sinalizando.

How to do it

  1. Quando surgir autocrítica dura, escreva exatamente o que ela está dizendo.
  2. Pergunte: "O que esse crítico acha que aconteceria se eu não atendesse a esse padrão?"
  3. Responda a essa resposta com curiosidade, em vez de argumento — o objetivo é entender a função, não vencer o argumento.

Evidência

A autoinvestigação é uma técnica central da RO-DBT; ela está conceitualmente relacionada à pesquisa de autocompaixão (Neff) e aos modelos de partes internas (IFS), que ambos constatam que se voltar para o conteúdo autocrítico com curiosidade em vez de supressão reduz sua intensidade de forma mais eficaz do que contra-declarações. (mechanistic)

A autoinvestigação da RO-DBT é uma técnica mais recente do que a DBT padrão ou as intervenções de autocompaixão; a evidência direta de ensaios clínicos randomizados é mais limitada do que a literatura mais ampla de autocompaixão.

Fontes

  • Lynch (2018), Radically Open Dialectical Behavior Therapy

Erro comum

Usar a autoinvestigação para gerar mais autocrítica ("e por que eu sou tão autocrítico?") em vez de curiosidade genuína e sem julgamento sobre o que o crítico está protegendo.

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