Lembre-se de quão pouco você nota os outros

Inventarie com que frequência você nota as falhas de estranhos — depois aplique essa taxa a si mesmo.

Why it works

Como nossos próprios erros e aparência são vívidos, presumimos implicitamente um nível de atenção nos observadores que nossa própria experiência não sustenta. Relembrar deliberadamente com que raridade você nota constrangimentos, roupas ou tropeços de estranhos fornece evidência experiencial direta para atualizar a projeção. O exercício ativa a simetria: "eu não teria notado isso — então por que eles notariam?"

How to do it

  1. Depois de um momento de autoconsciência social, pergunte: "Eu tipicamente noto esse tipo de coisa nos outros?"
  2. Passe um dia notando com que raridade você lembra os detalhes da aparência ou pequenos erros de estranhos.
  3. Use isso como dado concreto quando o sentimento de holofote surgir novamente.

Evidência

A pesquisa do efeito holofote descobriu que a atenção dos observadores é muito mais dispersa do que os atores presumem. Intervenções de tomada de perspectiva que destacam o autofoco do observador reduzem o viés. Epley, Keysar, Van Boven e Gilovich (2004) mostraram que a tomada de perspectiva funciona ancorando na própria visão e ajustando-se com esforço a partir dela — que é exatamente o que relembrar sua própria desatenção fornece para o ajuste. (observational)

Este é um exercício de raciocínio, não um protocolo clínico; sua eficácia depende de realmente aplicar o dado relembrado, em vez de apenas reconhecer o princípio abstratamente.

Fontes

Erro comum

Fazer o exercício de forma abstrata ("acho que eu não noto coisas") em vez de relembrar instâncias recentes específicas, o que torna a atualização vaga demais para mudar o sentimento.

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