Assuma caridade atribucional para o comportamento dos outros

Quando alguém age de um jeito que parece errado, gere primeiro uma explicação situacional antes de uma disposicional.

Why it works

O erro fundamental de atribuição — superestimar o caráter e subestimar a situação — é um parceiro cognitivo do realismo ingênuo. Como meu próprio comportamento parece impulsionado pela situação (eu estava apressado, estressado, desinformado), presumo que o comportamento dos outros reflete quem eles são. Gerar deliberadamente uma explicação situacional primeiro corrige essa assimetria antes que a história disposicional se solidifique.

How to do it

  1. Quando você perceber que rotulou alguém ("ela é preguiçosa", "ele é grosseiro"), gere uma explicação situacional: o que essa pessoa pode estar enfrentando que você não consegue ver?
  2. Pergunte: "Isso é um padrão ou um único dado isolado?" antes de tirar uma conclusão sobre o traço.
  3. Mantenha a explicação disposicional de forma provisória, não permanente, até ter mais informação.

Evidência

O erro fundamental de atribuição (Ross, 1977) e a assimetria ator-observador estão entre os achados mais replicados da psicologia social. As pessoas consistentemente superatribuem o comportamento dos outros ao caráter, enquanto explicam o próprio pela situação. Gilbert e Malone (1995) revisaram os mecanismos por trás desse viés de correspondência, mostrando que as forças situacionais são sistematicamente subestimadas por serem mais difíceis de ver — que é exatamente por que gerar uma explicação situacional primeiro é necessário. (observational)

Trabalhos mais recentes sugerem que o erro varia entre culturas e é mais forte em sociedades individualistas; é robusto em amostras ocidentais mas não deve ser presumido universal.

Fontes

Erro comum

Confundir a caridade atribucional com confiança ingênua — ela significa adiar uma conclusão disposicional, não desculpar permanentemente um comportamento prejudicial.

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