Assuma caridade atribucional para o comportamento dos outros
Quando alguém age de um jeito que parece errado, gere primeiro uma explicação situacional antes de uma disposicional.
Why it works
O erro fundamental de atribuição — superestimar o caráter e subestimar a situação — é um parceiro cognitivo do realismo ingênuo. Como meu próprio comportamento parece impulsionado pela situação (eu estava apressado, estressado, desinformado), presumo que o comportamento dos outros reflete quem eles são. Gerar deliberadamente uma explicação situacional primeiro corrige essa assimetria antes que a história disposicional se solidifique.
How to do it
- Quando você perceber que rotulou alguém ("ela é preguiçosa", "ele é grosseiro"), gere uma explicação situacional: o que essa pessoa pode estar enfrentando que você não consegue ver?
- Pergunte: "Isso é um padrão ou um único dado isolado?" antes de tirar uma conclusão sobre o traço.
- Mantenha a explicação disposicional de forma provisória, não permanente, até ter mais informação.
Evidência
O erro fundamental de atribuição (Ross, 1977) e a assimetria ator-observador estão entre os achados mais replicados da psicologia social. As pessoas consistentemente superatribuem o comportamento dos outros ao caráter, enquanto explicam o próprio pela situação. Gilbert e Malone (1995) revisaram os mecanismos por trás desse viés de correspondência, mostrando que as forças situacionais são sistematicamente subestimadas por serem mais difíceis de ver — que é exatamente por que gerar uma explicação situacional primeiro é necessário. (observational)
Trabalhos mais recentes sugerem que o erro varia entre culturas e é mais forte em sociedades individualistas; é robusto em amostras ocidentais mas não deve ser presumido universal.
Fontes
- Ross (1977), "The Intuitive Psychologist and His Shortcomings," Advances in Experimental Social Psychology
- Ross, L. (1977). The intuitive psychologist and his shortcomings: Distortions in the attribution process. Advances in Experimental Social Psychology, 10, 173–220.
- Gilbert, D. T., & Malone, P. S. (1995). The correspondence bias. Psychological Bulletin, 117(1), 21–38.
Erro comum
Confundir a caridade atribucional com confiança ingênua — ela significa adiar uma conclusão disposicional, não desculpar permanentemente um comportamento prejudicial.
Pratique isso com IX Coach
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- Reconheça o abismo de perspectiva antes de reagir
Faça uma pausa antes de reagir à discordância para perguntar que informação ou experiência poderia tornar a outra visão coerente.
- Fortaleça a visão oposta antes de refutá-la
Reconstrua a versão mais forte possível do argumento com o qual você discorda — e só então responda a ele.
- Questione explicitamente sua própria objetividade
Pergunte a si mesmo que forças podem estar moldando sua percepção antes de presumir que você vê as coisas claramente.
- Mapeie valores compartilhados antes de mapear a discordância
Em qualquer conflito, identifique os valores ou objetivos que você e a outra pessoa genuinamente compartilham antes de catalogar as diferenças.
- Busque ativamente informações que desconfirmem sua visão
Procure deliberadamente pela melhor evidência contra sua posição atual antes de se comprometer com ela.
- Desacelere a interpretação das intenções dos outros
Trate sua primeira leitura da motivação de alguém como uma hipótese, não um fato, e a sustente de forma leve.