Mantenha uma alta proporção de perguntas em relação a afirmações ao longo do GROW

Faça perguntas com muito mais frequência do que ofereça afirmações — o pensamento do coachee é o produto.

Why it works

O coaching degrada em aconselhamento no momento em que as afirmações do coach superam em número as respostas do coachee. O mecanismo do GROW depende de o coachee pensar, falar, descobrir e decidir — não de o coach ser perspicaz. As perguntas do coach são o andaime; o pensamento do coachee é a construção. Uma alta proporção de perguntas também sinaliza que o coach acredita na capacidade do coachee de encontrar respostas, o que constrói autoeficácia.

How to do it

  1. Acompanhe, informalmente, se você já disse mais de duas afirmações consecutivas sem fazer uma pergunta — se sim, pause e pergunte.
  2. Prepare três perguntas-padrão para os momentos em que sentir o impulso de dar conselhos: "O que você acha?" "O que você faria?" "Qual é o seu instinto?"
  3. Quando tiver uma ideia sobre a resposta certa, faça a pergunta que levaria a pessoa até lá em vez de afirmar a resposta.
  4. Confie no silêncio — nem toda pausa precisa ser preenchida com conteúdo do coach.

Evidência

A pesquisa sobre eficácia do coaching constata consistentemente que insights gerados pelo coachee preveem mudança de comportamento melhor do que recomendações fornecidas pelo coach. Altas proporções de perguntas estão associadas a melhores resultados de coaching na pesquisa de praticantes. (clinical)

A "proporção de perguntas" como variável preditora específica não foi isolada em ensaios controlados; a base de evidência é pesquisa de praticantes e qualitativa.

Erro comum

Fazer perguntas indutoras — "Você não acha que deveria fazer X?" — que são afirmações disfarçadas de perguntas e carregam o mesmo efeito psicológico de um conselho direto.

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